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sábado, 23 de março de 2013

O encontro histórico entre Papa Francisco e Bento XVI: "Somos irmãos"


Doispapas
O Papa Francisco encontrou-se neste sábado, 23, pela primeira vez com seu predecessor, o Papa emérito, Bento XVI, em Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma. Ao meio-dia Francisco se dirigiu de helicóptero à pequena cidade para o encontro com o Papa emérito onde almoçaram juntos num fato sem precedentes na história da Igreja.
Após um voo de 20 minutos o Papa Francisco aterrissou no heliporto das Vilas Pontifícias de Castel Gandolfo, acolhido pelo Papa emérito Bento XVI. Presentes também o Bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro e Saverio Petrillo, Diretor das Vilas Pontifícias e Dom Georg Gänswein. Papa Francisco e Bento XVI utilizaram o mesmo automóvel para chegar até a Residência Pontifícia.
Segundo o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, o helicóptero papal aterrissou às 12h15, hora de Roma. O Santo Padre estava acompanhado pelo Substituto da Secretaria de Estado, Dom Becciu, por Mons. Sapienza e por Mons. Alfred Xuereb.
Apenas o Papa tocou terra, Bento XVI se aproximou dele e houve um abraço belíssimo entre os dois, disse Pe. Lombardi. Na Residência Apostólica os dois protagonistas deste histórico encontro foram até o apartamento e imediatamente à capela para um momento de oração.
Na capela, o Papa emérito ofereceu o lugar de honra a Papa Francisco, mas esse disse: “Somos irmãos”, e pediu que se ajoelhassem juntos no mesmo banco, contou Pe. Lombardi. Após um breve momento de oração, se dirigiram para a Biblioteca privada, e por volta das 12h30, teve início o encontro reservado que durou cerca de 45 minutos.
Padre Lombardi destacou ainda que o Papa emérito estava vestindo uma simples batina branca, sem faixa e sem capa; ao invés Papa Francisco usou uma batina branca com faixa e capa.
Presentes ainda no almoço os dois secretários, portanto, Dom Georg e Mons. Xuereb.
Padre Lombardi referiu também que Papa Francisco presenteou Bento XVI com um ícone de Nossa Senhora da Humildade. O Santo Padre explicou a Bento XVI que “esta Nossa Senhora é a da Humildade, e eu pensei no senhor e quis dar-lhe um presente pelos muitos exemplos de humildade que nos deu durante o seu Pontificado”, destacou Papa Francisco.
Desde o dia 28 de fevereiro, Bento XVI reside neste local, onde acompanhou a eleição do Cardeal Bergoglio como Sumo Pontífice, e aguarda o fim das reformas no mosteiro Mater Ecclesiae dentro do Vaticano.
Papa Francisco, nos seus discursos, tem manifestado palavras de afeto a Bento XVI, chamando-o, seguidamente de “meu Predecessor, o querido e venerado Papa Bento XVI”. 
Já na sua primeira aparição no balcão central da Basílica de São Pedro disse “Rezemos pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e a Virgem Maria o proteja”.
Após o almoço Papa Francisco retornou ao Vaticano.
Fonte: Rádio Vaticano

domingo, 3 de março de 2013

Primeiro domingo sem Angelus, após renúncia de Bento XVI


cupulasaopedro.pespadaroEste domingo, 3 de março, é o primeiro sem a oração mariana do Angelus, após a renúncia ao ministério petrino de Bento XVI e início da Sé Vacante.Desde o início de seu pontificado, milhões de pessoas, todos os domingos, esperaram por Bento XVI para ouvi-lo e rezar com ele a oração do Angelus, ao meio-dia, na Praça São Pedro.
Em quase oito anos de pontificado, por 455 vezes, de maio de 2005 a fevereiro de 2013, aquele momento tornou-se uma ocasião privilegiada para o Papa emérito falar aos fiéis como um mestre de fé sólida e compreensível. Um guia que imediatamente deixou claro o fundamento de seu magistério: "A palavra que resume toda a revelação é esta: Deus é amor e o amor é sempre um mistério, uma realidade que ultrapassa a razão, sem contradizê-la, mas exalta o seu potencial", disse o pontífice.
Estas palavras foram proferidas por Bento XVI em 22 de maio de 2005 em seu primeiro Angelus da janela da residência apostólica vaticana. Naquele dia, começou a se delinear a função e o valor que Bento XVI atribuiu ao Angelus: fazer uma pequena homilia sobre a liturgia do dia, a lectio divina em forma breve com a qual todos os domingos, na igreja a céu aberto da Praça São Pedro, o Papa teólogo tornou-se pároco para aqueles que pararam para ouvi-lo no meio da multidão ou diante da televisão, pelo rádio, ou pela internet.
O pontífice incentivou os cristãos a redescobrirem a beleza do domingo: "Toda paróquia é chamada a redescobrir a beleza do domingo, Dia do Senhor, em que os discípulos de Cristo renovam na Eucaristia, a comunhão com Aquele que dá sentido às alegrias e dificuldades de cada dia. Nós não podemos viver sem o domingo: assim professaram os primeiros cristãos, mesmo a custo da própria vida, e assim somos chamados a repetir hoje."
Em seu último Angelus, de 24 de fevereiro, Bento XVI disse: "Obrigado pela vossa presença e todas as manifestações de afeto e solidariedade e, sobretudo, pelas orações neste momento particular para mim e para a Igreja. Desejo a todos um bom domingo e uma boa semana. Obrigado! Estamos sempre unidos na oração.
Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Bento XVI garante reverência e obediência ao novo Papa


papa.despedida.cardeaisNa manhã desta quinta-feira, 28 de fevereiro, o Papa Bento XVI teve um encontro com os membros do Colégio dos Cardeais, renovou seu compromisso de permanecer unido a todos, pediu que permaneçam em oração e declarou, solenemente, incondicionada reverência e obediência ao futuro Papa.
Assim como o cardeal Sodano, o Papa também citou a experiência dos discípulos de Emaús, afirmando que também para ele foi uma alegria caminhar em companhia dos cardeais nesses anos na luz da presença do Senhor ressuscitado.
Como disse ontem diante de milhares de fiéis que lotavam a Praça S. Pedro, a solidariedade e o conselho do Colégio foram de grande ajuda no seu ministério. “Nesses oito anos, vivemos com fé momentos belíssimos de luz radiosa no caminho da Igreja, junto a momentos em que algumas nuvens se adensaram no céu. Buscamos servir Cristo e a sua Igreja com amor profundo e total. Doamos a esperança que nos vem de Cristo e que é a única capaz de iluminar o caminho. Juntos, podemos agradecer ao Senhor que nos fez crescer na comunhão. Juntos, podemos pedir para que nos ajude a crescer ainda nessa unidade profunda, de modo que o Colégio dos Cardeais seja como uma orquestra, onde as diversidades, expressão da Igreja universal, concorrem à superior e concorde harmonia.
Aos Cardeais, o Papa expressou “um pensamento simples” sobre a Igreja e sobre o seu mistério, que constitui para todos nós a razão e a paixão da vida, escrita por Romano Guardini. Ou seja, de que a Igreja não é uma instituição excogitada, mas uma realidade viva. Ela vive do decorrer do tempo, transformando-se, mas em sua natureza permanece sempre a mesma. O seu coração é Cristo.
“Parece que esta foi a nossa experiência ontem na Praça. Ver que a Igreja é um corpo vivo, animado pelo Espírito Santo, e vive realmente da força de Deus. Ela está no mundo, apesar de não ser do mundo. É de Deus, de Cristo, do Espírito Santo e nós o vimos ontem. Por isso é verdadeira e eloquente a outra famosa expressão de Guardini:
A Igreja se desperta no ânimo das pessoas. A Igreja vive, cresce e se desperta nos ânimos que, como a Virgem Maria, acolhem a palavra de Deus e a concebem por obra do Espírito Santo. Oferecem a Deus a própria carne e o próprio trabalho em sua pobreza e humildade, se tornando capazes de gerar Cristo hoje no mundo.
Através da Igreja, disse o Papa, o mistério da encarnação permanece presente sempre. E fez um apelo aos Cardeais:
“Permaneçamos unidos, queridos irmãos, neste mistério, na oração, especialmente na Eucaristia cotidiana, e assim serviremos a Igreja e toda a humanidade. Esta é a nossa alegria que ninguém pode nos tirar. Antes de saudá-los pessoalmente, desejo dizer que continuarei próximo com a oração, especialmente nos próximos dias, para que sejais plenamente dóceis à ação do Espírito Santo na eleição do novo Papa. Que o Senhor vos mostre quem Ele quer. E entre vós, entre o Colégio dos cardeais, está também o futuro Papa, ao qual já hoje prometo a minha incondicionada reverência e obediência.”
Fonte: CNBB

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

“Neste momento, existe em mim, muita confiança”, disse o Papa na última audiência pública


Apesar do frio, o sol brilhava. Ao entrar na Praça, o Papa fez um giro abençoando a multidão que agitava bandeiras de várias partes do mundo e cartazes com mensagens de apoio como “nós estamos todos do seu lado”. Nesse percurso, dom Georg, o secretário particular, levou várias crianças para que recebesse um beijo do Papa. O veículo chamado “papamóvel”, depois de passar por todos os corredores na Praça, subiu até o centro da plataforma que fica diante da Basílica Patriarcal de São Pedro aonde realizou sua catequese costumeira.
O início da audiência foi marcado pela proclamação de um trecho do primeiro capítulo da Carta de São Paulo aos colossenses. Em seguida, o Papa agradeceu a numerosa presença de fiéis, disse que estava comovido e que via a “Igreja viva”. Agradeceu e disse que “abraçava” toda a Igreja. Prometeu levar a todos por meio da oração. “Neste momento existe em mim muita confiança”, disse o Papa. Lembrou o dia 19 de abril de 2005 quando assumiu o ministério petrino, quando ressoaram as palavras: “Senhor, por que me pede isso?”, mas como considerou a vontade de Deus, aceitou. Bento XVI disse que 8 anos depois pode afirmar que Deus esteve sempre presente e atuante.
O Papa disse que sempre soube que o barco da Igreja não é nosso, mas é de Deus e Ele não vai deixar esse barco afundar. “Gostaria que cada um sentisse a alegria de ser cristão”, disse o Papa. O dom da fé é o dom mais precioso que temos e que ninguém pode nos tirar, reforçou Bento XVI. Ele disse também que um papa nunca está sozinho na condução do ministério petrino. Considerou a ajuda dos cardeais, o secretario de estado e todos da Cúria. “Um pensamento especial à Igreja de Roma, minha diocese”, referiu-se ao povo da diocese afirmando que em seus contatos, esteve muito próximo a todos como pai.
Expressou gratidão ao Corpo Diplomático da Santa Sé e aos serviços de comunicação que favorecem a comunhão da Igreja no mundo inteiro. “O Papa pertence a todos e muitas pessoas se sentem próximas dele”, sublinhou. Disse que recebe cartas de pessoas ilustres, mas também recebe mensagens de pessoas simples que o tratam como membro de um corpo vivo, o corpo de Jesus Cristo. Num tempo em que muitos falam de declínio da Igreja, ele sente a força da Igreja.
O Papa recordou que ao perceber a diminuição de suas forças não pensou no seu próprio bem, mas no bem da Igreja. “Amar a Igreja significa também fazer escolhas difíceis”, declarou. Bento XVI lembrou que quem assume o ministério petrino abre mão de sua vida particular, porque não pertence mais a si mesmo: “pertence a todos e todos pertencem a ele”. O Papa garantiu que não volta a uma vida privada com a movimentação normal, mas permanece no ambiente de São Pedro. E, por fim, agradeceu a todos que compreenderam a sua decisão e repetiu que repetiu que continua acompanhando a vida da Igreja.
Bento XVI, no final de sua palavra, pediu a todos que rezem pelos cardeais na escolha do novo Papa. E terminou com uma declaração fraterna e carinhosa: “Caros amigos: Deus guia a sua Igreja”. Seguiu-se um longo aplauso.
Fonte: CNBB

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Bento XVI: "Agradeço a todos pelo amor e pela oração"


Bento XVI recebeu nesta quarta-feira, 13 de fevereiro, na Sala Paulo VI, milhares de fiéis e peregrinos para a Audiência Geral – o primeiro evento público depois do anúncio de sua renúncia.

De fato, no início da Audiência, o Pontífice se dirigiu aos presentes com essas palavras:
"Como sabem, decidi (aplausos)... obrigado por vossa simpatia. Decidi renunciar ao ministério que o Senhor me confiou em 19 de abril de 2005. Eu o fiz em plena liberdade pelo bem da Igreja, depois de muito rezar e examinar diante de Deus a minha consciência, bem consciente da gravidade deste ato, mas, ao mesmo tempo, consciente de não ser mais capaz de desempenhar o ministério petrino com aquela força física e de espírito que isso requer. Ampara e ilumina-me a certeza de que a Igreja é de Cristo, o Qual jamais a faltará sua guia e seu cuidado. Agradeço a todos pelo amor e pela oração com os quais me acompanharam. Obrigado, senti quase fisicamente nesses dias para mim nada fáceis, a força da oração que o amor da Igreja, a vossa oração, me oferece. Continuem a rezar por mim, pela Igreja, pelo futuro Papa. O Senhor nos guiará."
A catequese desta quarta-feira foi dedicada ao início do tempo litúrgico da Quaresma – os quarenta dias que nos preparam à celebração da Santa Páscoa. “É um período de esforço especial no nosso caminho espiritual”, disse o Papa, explicando que é o tempo que Jesus passou no deserto antes de iniciar sua vida pública, e onde foi tentado pelo maligno.
Refletindo sobre as tentações a que Jesus foi sujeito, cada um de nós é convidado a dar resposta a esta pergunta fundamental: Que lugar tem Deus na minha vida?
As provas às quais a sociedade atual submete o cristão, de fato, são muitas, e dizem respeito à vida pessoal e social. Não é fácil ser fiel ao matrimônio cristão, praticar a misericórdia na vida cotidiana, deixar espaço à oração e ao silêncio interior. “A tentação de colocar de lado a própria fé está sempre presente e a conversão se torna uma resposta a Deus que deve ser confirmada mais vezes na vida”, afirmou.
Neste Tempo de Quaresma, no Ano da fé, o Papa nos convida a renovar nosso empenho no caminho de conversão, para superar a tendência de nos fechar em nós mesmos e para deixar, ao invés, espaço a Deus, olhando com seus olhos a realidade cotidiana.
“Converter-se significa não fechar-se na busca do próprio sucesso, do próprio prestígio, da própria posição, mas fazer de modo que todos os dias, nas pequenas coisas, a verdade, a fé em Deus e o amor se tornem a coisa mais importante.”
Eis o resumo que o Papa fez de sua catequese em português, seguido da saudação aos lusófonos:
"Queridos irmãos e irmãs, hoje, Quarta-feira de Cinzas, iniciamos a Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Estes quarenta dias de penitência nos recordam os dias que Jesus passou no deserto, sendo então tentado pelo diabo para deixar o caminho indicado por Deus Pai e seguir outras estradas mais fáceis e mundanas. Refletindo sobre as tentações a que Jesus foi sujeito, cada um de nós é convidado a dar resposta a esta pergunta fundamental: O que é que verdadeiramente conta na minha vida? Que lugar tem Deus na minha vida? O senhor dela é Deus ou sou eu? De fato, as tentações se resumem no desejo de instrumentalizar Deus para os nossos próprios interesses, em querer colocar-se no lugar de Deus. Jesus se sujeitou às nossas tentações a fim de vencer o maligno e abrir-nos o caminho para Deus. Por isso, a luta contra as tentações, através da conversão que nos é pedida na Quaresma, significa colocar Deus em primeiro lugar como fez Jesus, de tal modo que o Evangelho seja a orientação concreta da nossa vida.

Amados peregrinos lusófonos, uma cordial saudação para todos, nomeadamente para os grupos portugueses de Lamego e Lisboa, e os brasileiros de Curitiba e Porto Alegre. Possa cada um de vós viver estes quarenta dias como um generoso caminho de conversão à santidade que o Deus Santo vos pede e quer dar! As suas bênçãos desçam abundantes sobre vós e vossas famílias! Obrigado!"

Esta tarde, na basílica de São Pedro, às 17h (horário de Roma), Bento XVI preside à Eucaristia de início da Quaresma, com a imposição das Cinzas. O porta-voz, padre Frederico Lombardi, a decisão de transferir para São Pedro esta celebração, em vez da tradicional basilica de Santa Sabina, se justifica pelo acrescido número de participantes que se prevê desejem participar nesta que constitui a última celebração eucarística pública presidida por Bento XVI.
Fonte: Radio Vaticano

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Papa envia mensagem para a CF 2013


O Papa Bento XVI enviou mensagem para a Campanha da Fraternidade (CF) 2013, que este ano tem como tema "Fraternidade e Juventude". Ele lembrou que a CF é um grande apoio para a vivência da Quaresma, que tem início hoje, 13, e na preparação para a JMJ Rio2013.
Leia o texto na íntegra:
Queridos irmãos e irmãs, 

Diante de nós se abre o caminho da Quaresma, permeado de oração, penitência e caridade, que nos prepara para vivenciar e participar mais profundamente na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. No Brasil, esta preparação tem encontrado um válido apoio e estímulo na Campanha da Fraternidade, que este ano chega à sua quinquagésima realização e se reveste já das tonalidades espirituais da XXVII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho próximo: daí o seu tema “Fraternidade e Juventude”, proposto pela Conferência Episcopal Nacional com a esperança de ver multiplicada nos jovens de hoje a mesma resposta que dera a Deus o profeta Isaías: “Eis-me aqui, envia-me!”(6,8).
De bom grado associo-me a esta iniciativa quaresmal da Igreja no Brasil, enviando a todos e cada um a minha cordial saudação no Senhor, a quem confio os esforços de quantos se empenham por ajudar os jovens a tornar-se – como lhes pedi em São Paulo – “protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna inspirada no Evangelho” (Discurso aos jovens brasileiros, 10/05/2007). É que os “sinais dos tempos”, na sociedade e na Igreja, surgem também através dos jovens; menosprezar estes sinais ou não os saber discernir é perder ocasiões de renovação. Se eles forem o presente, serão também o futuro. Queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, demonstrando a confiança que a Igreja deposita em cada um deles. Isto requer guias – padres, consagrados ou leigos – que permaneçam novos por dentro, mesmo que o não sejam de idade, mas capazes de fazer caminho sem impor rumos, de empatia solidária, de dar testemunho de salvação, que a fé e o seguimento de Jesus Cristo cada dia alimentam.
Por isso, convido os jovens brasileiros a buscarem sempre mais no Evangelho de Jesus o sentido da vida, a certeza de que é através da amizade com Cristo que experimentamos o que é belo e nos redime: “Agora que isto tocou os teus lábios, tua culpa está sendo tirada, teu pecado, perdoado” (Is 6,7). Desse encontro transformador, que desejo a cada jovem brasileiro, surge a plena disponibilidade de quem se deixa invadir por um Deus que salva: “Eis-me aqui, envia-me!’ aos meus coetâneos” - ajudando-lhes a descobrir a força e a beleza da fé no meio dos “desertos (espirituais) do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: (…) o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o é o Catecismo da Igreja Católica” (Homilia na abertura do Ano da Fé, 11/10/2012).
Que o Senhor conceda a todos a alegria de crer n’Ele, de crescer na sua amizade, de segui-Lo no caminho da vida e testemunhá-Lo em todas situações, para transmitir à geração seguinte a imensa riqueza e beleza da fé em Jesus Cristo. Com votos de uma Quaresma frutuosa na vida de cada brasileiro, especialmente das novas gerações, sob a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecia, a todos concedo uma especial Bênção Apostólica
Vaticano, 8 de fevereiro de 2013
[Benedictus PP. XVI]

Fonte: rio2013.com

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Arquidiocese do Rio agradece ao Papa e continua os preparativos para a JMJ Rio2013


“Entramos em um momento de oração em agradecimento a Bento XVI e ao novo papa, já escolhido por Deus. E os trabalhos da JMJ Rio2013 continuam da mesma forma, continuam os preparativos”, disse o arcebispo do Rio e presidente do COL, Dom Orani João Tempesta, durante entrevista coletiva esta manhã sobre arenúncia do Papa, na Basílica Nossa Senhora de Lourdes, em Vila Isabel.
“Nós tivemos várias vezes com o Santo Padre e quando falávamos sobre a Jornada Mundial da Juventude para o ano de 2015 ele nos dizia que estaria muito longe, distante, e o Papa já estaria muito idoso. Quando fechamos a data para o ano de 2013 Bento XVI disse: ‘o Papa irá a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Eu ou o meu sucessor’. (...). Temos que rezar pela atitude corajosa do Santo Padre, coragem de perceber que chega o momento de deixar o trabalho. Nossa data da JMJ continua firme, toda a missão continua, e temos certeza que será um belo momento para jovens do Brasil e do mundo”, afirmou Dom Orani.
Sobre a presença do novo Papa durante a Jornada, o arcebispo explicou também que quando a JMJ foi realizada em Colônia, na Alemanha, o Papa João Paulo II havia organizado tudo u tudo, mas quem participou e conduziu foi Bento XVI.  “Sem dúvida o tempo é curto, pois além de um líder religioso o Papa é um chefe de Estado, mas creio que vai depender de quem for eleito e não podemos adiantar nada. É costume é que o Papa continue a rotina do antecessor pelo menos é o que nós vemos sempre e caso isso aconteça seremos uma das primeiras cidades que o novo pontífice irá visitar”, destacou Dom Orani.
Após a renúncia de Bento XVI, que será realizada oficialmente no dia 28 de fevereiro, às 20h de Roma (17h de Brasília), segundo anunciou o próprio pontífice em sua carta de renúncia, terá início a Sé Vacante – tempo que transcorre entre o momento em que um papa morre ou renuncia até a escolha do sucessor –, e de acordo com o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, a Igreja Católica deve ter um novo Papa até a Páscoa, no próximo dia 31 de março.
Segundo a última lista do Vaticano, atualizada há duas semanas, há um total de 119 cardeais aptos a votar no conclave. Para poder participar da escolha do papa, o cardeal precisa ter menos de 80 anos e cinco cardeais brasileiros são candidatos a ocupar o posto: Dom Raymundo Damasceno, atual arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Dom Cláudio Hummes, de 78 anos, Arcebispo Emérito de São Paulo; Dom Odilo Scherer, de 63 anos, atual Cardeal Arcebispo de São Paulo; Dom João Braz de Aviz, de 66 anos, que mora em Roma e é Prefeito das Congregações dos Religiosos em Roma; e Dom Geraldo Majella Agnelo, de 79 anos, atual Arcebispo Emérito de Salvador (BA).
“O Papa Bento XVI continuará levando sua missão de outra maneira e a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro agradece a Deus pela sua vida, pelo seu trabalho e pela sua missão, e reza também pelo seu sucessor”, ressaltou Dom Orani.


Da redação com Portal ArqRio

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Bento XVI anuncia renúncia


Bento XVI anunciou esta segunda-feira, 11, que fará a renúncia ao pontificado no dia 28 de fevereiro. Eis o texto integral do anúncio, publicado na Radio Vaticana:

Caríssimos Irmãos,

convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

BENEDICTUS PP XVI

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Mensagem do Papa para o 47º Dia Mundial das Comunicações Sociais


Neste dia 24 de janeiro, em que a Igreja Católica comemora o Dia de São Francisco de Sales, foi divulgada a mensagem do Papa Bento XVI para o 47º Dia Mundial das Comunicações Sociais, comemorado anualmente na Solenidade da Ascensão do Senhor. Com o tema “Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização”, a mensagem faz uma reflexão sobre a contribuição das redes sociais para a evangelização, num momento em que a Igreja utiliza as novas mídias sociais para levar a Palavra de Deus a todos os católicos.
Na mensagem do Papa para os jovens no início do Ano da Jornada, o Papa já tinha evidenciado a importância das redes sociais. No dia de hoje, também foi lançado o aplicativo "The Pope App", um programa para download em smartphones que mostra vídeos ao vivo de eventos de discurso do pontífice e notícias do Vaticano. Essa nova postura da Igreja de acolhimento do ambiente digital vem sendo vista desde (mês), quando o Papa Bento XVI criou o seu Twitter. Com oito contas nesta rede social, as mensagens do Papa já atingem  cerca de 2,5 milhões de seguidores.
Na JMJ Rio2013 os jovens do mundo inteiro viverão a experiência do discipulado através também das redes. Ressaltando que “as redes sociais digitais contribuem para a aparição de uma nova ‘ágora’, onde as pessoas partilham ideias, informações, opiniões e podem ainda ganhar vida novas relações e formas de comunidade”, o Papa Bento XVI destacou que estes espaços podem contribuir para favorecer formas de diálogo e debate.
“Se realizadas com respeito e cuidado pela privacidade, com responsabilidade e empenho pela verdade, podem reforçar os laços de unidade entre as pessoas e promover eficazmente a harmonia da família humana. A troca de informações pode transformar-se numa verdadeira comunicação, os contatos podem amadurecer em amizade, as conexões podem facilitar a comunhão. Assim as redes sociais tornam-se cada vez mais parte do próprio tecido da sociedade enquanto unem as pessoas na base destas necessidades fundamentais”, explicou.

Fonte: rio2013.com

domingo, 13 de janeiro de 2013

Papa celebra festa litúrgica do Batismo do Senhor

papa.batismoA Capela Sistina acolheu na manhã deste domingo, 13 de janeiro, a Celebração Eucarística presidida pelo Papa Bento XVI por ocasião da Festa do Batismo do Senhor. Sob o monumental afresco de Michelangelo, nesta tradicional cerimônia, Bento XVI ministra o Sacramento do Batismo a filhos de funcionários do Vaticano. Nesta ocasião, foram 20 recém-nascidos.
Trata-se de uma das celebrações mais singulares, onde a solenidade se mistura a choros de bebês e à vivacidade de seus irmãos, que circulam com naturalidade pela Capela Sistina, à revelia dos mais de 500 anos da obra-prima renascentista.
Comentando a liturgia do dia, Bento XVI dedicou sua homilia ao significado do Batismo, à alegria que este sacramento representa ao enriquecer a Igreja com novos filhos – manifestando a presença viva do Espírito Santo.
A festa de hoje remete ao Batismo de Jesus pelas mãos de João. Mas Jesus tem necessidade de penitência e de conversão?, questionou o Pontífice. Justamente Aquele que é sem pecado, se coloca entre os pecadores. Deste modo, Jesus se mostra solidário conosco, com a nossa dificuldade de nos converter, de deixar nossos egoísmos, de abandonar nossos pecados.
É exatamente isso o que acontece com o Batismo: a união profunda e eterna com Jesus. Mergulhando no mistério da sua morte, que é fonte de vida, participamos da sua ressurreição, para renascer a uma vida nova.
Este é o prodígio que também hoje se repete a essas crianças, disse o Papa. “Recebendo o Batismo, elas renascem como filhos de Deus, chamando-O com plena confiança: ‘Abbá’, Pai. Elas se tornam membros vivos do único corpo que é a Igreja, e são capazes de viver a plenitude de sua vocação à santidade.”
A seguir, Bento XVI se dirigiu aos pais, afirmando que, pedindo o Batismo a seus filhos, eles manifestam a alegria de serem cristãos e de pertencerem à Igreja. É a alegria de nos reconhecermos filhos de Deus, de nos sentirmos acolhidos num abraço de amor, do mesmo modo que uma mãe carrega e abraça seu filho.
Esta alegria, explicou ainda o Papa, orienta o caminho de cada cristão e toda a existência humana, e está baseada numa relação pessoal com Jesus. “É Ele, de fato, o sentido da nossa vida.” Quem experimenta esta amizade com Ele, não está disposto a renunciar à própria fé por nada neste mundo, porque sabe que não existe nada maior do que conhecer Cristo e comunicá-Lo aos outros.
Às madrinhas e padrinhos, Bento XVI recordou a importante tarefa de apoiar e ajudar as obras educativas dos pais. "Saibam sempre oferecer às crianças o bom exemplo, através do exercício das virtudes cristãs."
Mas não é fácil manifestar abertamente aquilo em que se acredita, especialmente no contexto em que vivemos – analisou o Pontífice -, diante de uma sociedade que considera frequentemente fora de moda e fora da realidade aqueles que vivem da fé em Jesus.
Jesus não limita nossa liberdade pessoal; pelo contrário, Ele exerce sobre nós uma ação libertadora do amor de Deus, que nos faz sair do nosso egoísmo, para nos conduzir a uma vida plena, em comunhão com Deus e aberta aos outros.
Bento XVI concluiu sua homilia confiando os recém-nascidos à proteção da Virgem Maria, e fazendo votos de que as sementes das virtudes teologais infundidas no coração das crianças possam atingir a plena maturidade, para fazer de cada uma delas uma verdadeira testemunha do Senhor.
Com a ajuda de dois concelebrantes, Bento XVI deu sequência ao rito do Batismo.

Fonte: Radio Vaticana

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal do Papa, a Roma e a todo o mundo



“Feliz Natal para todos! O nascimento do Menino Jesus ilumine de alegria e paz vossos lares e Nações!” Estes os votos de boas festas de Natal expressos pelo Papa, em português, no final da mensagem proclamada pelo Papa “Urbi et Orbi”, à Cidade de Roma e a todo o Mundo, ao meio-dia deste 25 de dezembro. As boas festas de Natal 2012, exprimiu-as Bento XVI em nada menos de 65 línguas, no desejo de transmitir efetivamente a todos os povos a mensagem de amor e de paz que provém do nascimento de Jesus Salvador.a
“A verdade germinou da terra!”: foi esta expressão do Salmo 85 escolhida desta vez pelo Papa para a sua Mensagem natalícia, neste Ano da fé. Citando um comentário de Santo Agostinho àquelas palavras do Salmo, observou Bento XVI: “Que grande poder tem a fé! Deus fez tudo, fez o impossível: fez-Se carne. A sua amorosa omnipotência realizou algo que ultrapassa a compreensão humana: o Infinito tornou-se menino, entrou na humanidade.”
“Há, no mundo, uma terra que Deus preparou para vir habitar no meio de nós; uma morada, para a sua presença no mundo. Esta terra existe; e também hoje, no ano de 2012, desta terra germinou a verdade! Por isso, há esperança no mundo, uma esperança fidedigna, mesmo nos momentos e situações mais difíceis. A verdade germinou, trazendo amor, justiça e paz.”

A partir desta certeza da fé e da esperança, o Papa fez votos de paz em relação a diversas situações concretas, das mais dolorosas que se vivem neste momento, no mundo. A começar pela Síria… “Sim, que a paz germine para o povo da Síria, profundamente ferido e dividido por um conflito que não poupa sequer os inermes, ceifando vítimas inocentes. Uma vez mais faço apelo para que cesse o derramamento de sangue, se facilite o socorro aos prófugos e deslocados e se procure, através do diálogo, uma solução para o conflito.”

Da Síria à Terra Santa… Que também ali germine a paz… “A paz germine na Terra onde nasceu o Redentor; que Ele dê aos Israelitas e Palestinianos a coragem de por termo a tantos, demasiados, anos de lutas e divisões e empreender, com decisão, o caminho das negociações.”

De Israel e Palestina, o Papa dirigiu o seu olhar aos países do norte de África, que – recordou – “atravessam uma profunda transição, em busca de um novo futuro”: “nomeadamente o Egipto, terra amada e abençoada pela infância de Jesus –, que os cidadãos construam, juntos, sociedades baseadas na justiça, no respeito da liberdade e da dignidade de cada pessoa”.

E do Médio Oriente e norte de África, ao continente asiático. Bento XVI fez votos de que também ali germine a paz. Que “Jesus Menino olhe com benevolência para os numerosos povos que habitam naquelas terras e, de modo especial, para quantos crêem n’Ele” – foram os votos do Papa, que prosseguiu com uma referência muito especial à China:
“Que o Rei da Paz pouse o seu olhar também sobre os novos dirigentes da República Popular da China pela alta tarefa que os aguarda. Espero que, no desempenho da mesma, se valorize o contributo das religiões, no respeito de cada uma delas, de modo que as mesmas possam contribuir para a construção duma sociedade solidária, para beneficio daquele nobre povo e do mundo inteiro.”

Quanto ao continente africano no seu conjunto, a mensagem natalícia do Papa referiu alguns dos países mais carecidos de paz: o Mali, a Nigéria, a RDC e o Quénia…“Que o Natal de Cristo favoreça o retorno da paz ao Mali e da concórdia à Nigéria, onde horrendos atentados terroristas continuam a ceifar vítimas, nomeadamente entre os cristãos.
O Redentor proporcione auxílio e conforto aos prófugos do leste da República Democrática do Congo e conceda paz ao Quénia, onde sangrentos atentados se abateram sobre a população civil e os lugares de culto.”

Quanto à América Latina, Bento XVI recordou os muitos cristãos desta zona do mundo, fazendo votos que o Jesus Menino “faça crescer as suas virtudes humanas e cristãs, sustente quanto se vêem obrigados a emigrar para longe da própria família e da sua terra, e revigore os governantes no seu empenho pelo desenvolvimento e na luta contra a criminalidade”.

E o Papa concluiu a sua Mensagem “Urbi et Orbi”, à Cidade de Roma e ao Mundo, alargando o seu olhar a todo o planeta e fazendo votos de que o nascimento de Jesus – “Deus que apareceu na história” – constitua “um rebento de vida nova para toda a humanidade. Possa cada terra tornar-se uma terra boa, que acolhe e faz germinar o amor, a verdade, a justiça e a paz. Bom Natal para todos!”

Certa alusão à crise que afeta o “mundo ocidental”, sobretudo a Europa, está contida na saudação mais extensa dirigida pelo Papa “aos habitantes de Roma e de toda a Itália”. Recordando que “com o nascimento de Jesus apareceu de novo no mundo o amor de Deus pelos homens”, Bento XVI fez votos de que este amor, contemplado no Natal, “favoreça o espírito de colaboração para o bem comum, leve a refletir sobre a hierarquia de valores com a qual aplicar as opções mais importantes, reaviva a vontade ser solidários e dê a todos a esperança que vem de Deus”.

Fonte: Rádio Vaticana

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Em primeiro dia de tweet, Papa dá dicas de como orar melhor e viver o Ano da Fé




Após a bênção ao final da Catequese desta quarta-feira, 12, na Sala Paulo VI, no Vaticano, cinco jovens, representando os cinco continentes, se aproximaram do Pontífice com um tablet, com o qual enviou seu primeiro tweet, após anúncio da abertura da sua conta @pontifex, no último dia 4.

“Queridos amigos, é com alegria que entro em contato convosco via Twitter. Obrigado pela resposta generosa. De coração vos abençoo a todos”. Este foi o seu primeiro tweet, seguido de questionamentos e dicas de como viver o Ano da Fé e orar melhor, mesmo com as ocupações do dia a dia de cada um, com trabalho, família etc
Inicialmente, os tweets serão publicados nas audiências gerais de quarta-feira, com possibilidade de crescimento na frequência. Os primeiros tweets responderão às perguntas endereçadas ao Papa sobre questões relativas à vida de fé.
Veja outros tweets de Bento XVI, na conta em português – @pontifex_pt  – até a tarde desta quarta:
Como podemos viver melhor o Ano da Fé no nosso dia a dia?
Dialoga com Jesus na oração, escuta Jesus que te fala no Evangelho, encontra Jesus que está presente nas pessoas que passam necessidade.
Como viver a fé em Jesus Cristo em um mundo sem esperança?
Com a certeza de que a pessoa crente nunca está sozinha. Deus é a rocha segura sobre a qual construir a vida, e o seu amor é sempre fiel.
Algumas sugestões para conseguir orar mais quando estamos tão ocupados com as solicitações de trabalho, da família e da sociedade?
Oferece tudo o que fazes ao Senhor, pede a sua ajuda em todas as circunstâncias da vida, e lembra-te de que Ele está sempre ao teu lado.
Com informações da Rádio Vaticano

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Os cinco pontos – fundamentos das JMJs



O Santo Padre, Bento XVI, apresentou cinco elementos constitutivos das Jornadas, ao recordar a JMJ de Madri. Queremos então refletir a partir da apresentação do Papa.
Papa Bento XVI, foi a experiência da Jornada Mundial da Juventude, em Madri, na Espanha, que ele definiu "magnífica". Um remédio que o Papa dividiu em cinco "doses". "Em primeiro lugar, nesses eventos, há uma nova experiência da catolicidade, da universalidade da Igreja. Falamos línguas diferentes e possuímos costumes de vida diversos e formas culturais diversas; e, no entanto nos sentimos imediatamente unidos como uma grande família".
Ao apresentar essa experiência da catolicidade, o Papa nos sinaliza para aquilo que podemos chamar de experiência moderna de Pentecostes, pois apesar de idiomas diferentes estamos unidos pela força do Espírito Santo e nos compreendemos de maneira particular na Eucaristia. Podemos até não compreender o idioma na qual ela é presidida, mas ela nos une pelo rito, pela fé e claro pela presença de Cristo, pois como afirma a resposta da saudação inicial aprovada para Brasil, -bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo. Sim o amor de Cristo nos uniu de diferentes povos, línguas e culturas, somos cativados pelo mesmo amor de Cristo, que nos impele a testemunhar diante do mundo a nossa opção por Cristo, pela Igreja em comunhão com o Santo Padre.
Papa Bento XVI disse: “Em segundo lugar a Jornada favorece um novo modo de ser homem, de ser cristão, através do voluntariado. Cerca de 20 mil jovens fizeram o bem simplesmente porque é bom fazer o bem, é bom servir os outros. "É preciso apenas ousar o salto", afirmou o Papa”.
O mesmo comportamento Bento XVI também encontrou na África, por exemplo, nas Irmãs de Madre Teresa que se prodigalizam pelas crianças abandonadas, doentes, pobres e atribuladas, sem se importarem consigo mesmas, tornando-se, precisamente assim, interiormente ricas e livres. Este é o comportamento propriamente cristão.

O Santo padre ao falar do voluntariado como um novo modo ser cristão no mundo, ele está nos indicando que o termo pode ser novo, “voluntário”, mas o chamado é o mesmo: servir aos irmãos. E na atualidade este servir se faz presente por meio do trabalho voluntario dos cristãos. Contudo o voluntariado cristão não é somente filantropismo, é obediência à voz de Cristo que nos chama a amar ao irmão, entendo que da mesma maneira que Cristo se fez servo precisamos ser servos, pois não podemos afirmar que amamos a Deus que não vemos se não amarmos aos irmãos que vemos (Cf. 1Jo 3,18).
Assim compreendemos que como  nos indica o Santo Padre ao comentar o exemplos das irmãs de Beata Tereza de Calcutá, ser voluntário é antes de tudo não buscar os seus interesses, mas buscar o bem do próximo acima de tudo.
Este voluntariado tem marcado a Jornada, pois jovens e não somente jovem, mas adultos e idosos se colocam à disposição do reino, oferecendo seus dons, talentos e capacidades para que se possa construir esta obra belíssima, onde não se busca ganhos pessoais. Pelo contrario, como os peregrinos, os voluntários também contribuem financeiramente para a Jornada. Assim ser voluntario não é só trabalhar na Jornada, é testemunhar a força do amor de Cristo que nos impele a dar com o nosso serviço o testemunho de nossa fé. Pois como diz o Apostolo São Tiago “Eu te mostrarei a minha fé, pelas minhas obras” ( Tg25,18)
Papa Bento XVI: O terceiro elemento que faz parte das Jornadas Mundiais da Juventude é a adoração. Em Cristo ressuscitado, está presente Deus feito homem, que sofreu por nós porque nos ama. “Entramos nesta certeza do amor corpóreo de Deus por nós, e fazemo-lo amando com Ele. Isto é adoração. E só assim posso celebrar convenientemente a Eucaristia e receber devidamente o Corpo do Senhor.”
Ao falar da Adoração, o Santo Padre nos lembra de que o testemunho de Cristo é antes de tudo fruto de uma experiência pessoal do Senhor. É na adoração que o encontramos intimamente e contemplamos a grandeza do seu amor por nós. A adoração nos faz focar em Cristo, por que vindo de povos distantes nos reunimos para como  Igreja adorar e clamar a graça de Deus. A santa Missa, é o cume toda Jornada, pois sabemos que a eucaristia é fonte e cume da vida da Igreja. Assim ao final de um encontro somos alimentados na eucaristia e enviados em missão, a proclamar tudo o que foi possível vivenciar naqueles dias e assim profetizar que é possível que pessoas dos mais diversos povos, línguas e etnias podem estar unidos, por que maior é o que nos une do que o que nos separa.
Outro elemento importante das Jornadas Mundiais da Juventude é a presença do sacramento da Penitência. Deste modo, reconhecemos que necessitamos continuamente de perdão e que perdão significa responsabilidade.
Como sinaliza o Santo Padre a presença do sacramento da reconciliação na jornada é algo muito significativo, pois nos reunimos não de forma superficial, mas buscamos a cada Jornada reavivar a chama da fé e por isso reconhecemos nossos erros e pedimos ao Senhor o seu perdão. Assim ao contemplarmos a realização de tantas confissões durante a Jornada entendemos por que ela é marcada por tanta alegria, é alegria do encontro com Cristo e uma alegria muito maior pelo perdão recebido  do mesmo Cristo.
Por fim, outra característica das Jornadas é a alegria, que brota da certeza de ser amado por Deus. Só a fé me dá esta certeza: É bom que eu exista; é bom existir como pessoa humana, mesmo em tempos difíceis. A fé nos faz felizes a partir de dentro. “Esta é uma das maravilhosas experiências das Jornadas Mundiais da Juventude.”
Alegria é com certeza como destaca o Santo Padre uma característica das jornadas.  Alegria que brota do anúncio da boa nova, pois como disse o Anjo na noite de natal aos pastores “eis que vos anuncio uma grande alegria”. O acolhimento do Evangelho gera uma alegria sim, mas a alegria das jornadas é aquela alegria fruto do Espirito Santo,  uma alegria que gera nos cristão a coragem de anunciar esta boa nova, pois como diz as Sagradas Escrituras “A alegria do Senhor é nossa força”. ( Ne 8,10)

Diretor do Setor de Voluntariado JMJ Rio2013

Fonte: rio2013.com

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mensagem do Papa Bento XVI para a JMJ Rio2013






Foi divulgada esta sexta-feira a Mensagem Papa Bento XVI para XXVIII Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no Rio de Janeiro em julho de 2013. 
No texto, o Papa renova o convite aos jovens do mundo inteiro para que participem deste importante evento. “A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre àquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele!"
Dividida em oito pontos, a Mensagem ressalta que o ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé, no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos à «nova evangelização para a transmissão da fé cristã». “Queridos jovens, escreve o Papa, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros.”
Bento XVI reafirma a confiança que a Igreja deposita na juventude em todo o mundo, pedindo que os jovens coloquem seus talentos ao serviço do anúncio do Evangelho. Pedido que, para o Pontífice, assume uma importância especial os jovens da América Latina. 
Citando a missão continental, que os bispos lançaram na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Aparecida em 2007, o Papa recorda que os jovens constituem a maioria da população no continente – o que representam uma força importante e preciosa para a Igreja e para a sociedade. “Por isso sede vós os primeiros missionários. Agora que a Jornada Mundial da Juventude retorna à América Latina, exorto todos os jovens do continente: transmiti aos vossos coetâneos do mundo inteiro o entusiasmo da vossa fé.”
O Papa pede que esse empenho missionário se manifeste em especial em dois âmbitos: o mundo da internet(o continente digital) e o campo da mobilidade. Quanto ao primeiro, Bento XVI exorta os jovens a apreenderem a usar com sabedoria este meio, levando em conta também os perigos que ele traz consigo. Quanto à mobilidade, o Pontífice recorda que hoje são sempre mais numerosos os jovens que viajam, seja por motivos de estudo ou de trabalho, seja por diversão. Mas também em todos os movimentos migratórios que levam milhões de pessoas, frequentemente jovens, a se transferir e mudar de região ou país, por razões econômicas ou sociais. Também estes fenômenos podem se tornar ocasiões providenciais para a difusão do Evangelho. 

Fonte: Rádio Vaticana