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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Católicos no mundo inteiro comemoram a Páscoa


Quando os homens começaram a construir uma torre enorme, para que pudessem alcançar o céu e deixar lá os seus nomes, o Senhor desceu e os espalhou sobre a face de toda a terra, para que nunca se atrevessem a fazer isso de novo. Mas o amor de Deus para com os seres humanos é infinito, então Ele deu Seu Filho para a nossa salvação.
Esta semana, assim como acontece a cada ano, durante os últimos 20 séculos, milhões de católicos espalhados por todo o mundo se unem para louvar a vitória de Jesus Cristo sobre a morte. Mais uma vez vamos falar em uma só língua: a língua do amor e admiração por Deus.
O objetivo deste artigo é mostrar como são as celebrações da Páscoa em diferentes partes do mundo. Muitas pessoas falaram sobre como elas celebram este momento mais importante naIgreja Católica. Esperava "Breaking News" sobre como somos diferentes dentro de uma mesma religião. Mas para grande decepção, não foram encontrados grandes contrastes. Obviamente, cada parte do mundo tem seus pequenos costumes. Como, por exemplo, a tradição de aspersão com água benta; uma pequena cesta de alimentos para ser consumido no Domingo de Páscoa, que é popular na parte oriental da Europa; as comemorações da Paixão de Jesus, que se transformam em espetáculos enormes na América Latina; a alegria da proclamação da Ressurreição de Cristo na África, onde as pessoas cantam e dançam ao ritmo dos tambores; ou o batismo dos novos crentes no Domingo de Páscoa, na Ásia. Em alguns lugares, durante o Domingo de Ramos, em vez de folhas de palmeira, galhos de amento (Europa Oriental) ou ramos de oliveira (região do Mar Mediterrâneo) estão sendo usados. Em outros locais, a procissão é realizada no Domingo de Ramos (Ásia), em vez de fazê-lo na sexta-feira. Já a Vigília Pascal do sábado, em alguns países, está prevista para 15h da tarde em vez de começá-la no final da noite (África). E a comida tradicional da Páscoa, certamente, é diferente em cada país, mas os ovos cozidos, como um símbolo da vida renovada, dominam a maioria das mesas.
Católicos estão espalhados pelo mundo inteiro. Moramos em países onde começou o cristianismo e em países onde essa religião está presente apenas nos últimos 100 anos. Em lugares onde formamos cerca de 90% da população do país e em lugares que não ultrapassamos ainda 1%. Em países onde os católicos são livres para expressar sua fé e naqueles onde ainda sofremos perseguições.
De onde quer que estejamos, seja quem for, todos nós compartilhamos o mesmo sentimento: a gratidão por Jesus Cristo Ressuscitado, o Salvador das nossas almas.
"Ele faz a minha vida cheia de amor e esperança."
- Francesco Di Rosario (Itália)

"Ele faz a minha vida clara, com sentido. Totalmente nova e mais forte. "
Priscilla Silva (Brasil)

"Ele dá sentido a minha vida e propósito para viver. Ele me enche de alegria e confiança, pois Ele venceu a morte e Ele é meu Pai Todo-Poderoso. Então, se Deus é com nós, quem será contra nós? "
Anastasia Chebasova (Rússia)

"A ressurreição de Jesus Cristo faça a minha vida ter sentido e ser brilhante, como eu realmente sinto viva com Ele".
Paula García (Colômbia)

"O que Jesus está fazendo é tudo sobre o amor, sabendo o quanto Ele me ama é a maior alegria da minha vida!"
Dorothy Shan (Taiwan)

"A coisa mais surpreendente sobre o significado de Jesus Cristo Ressuscitado na minha vida, é que a morte não tem a última palavra. Ele venceu a morte e nos deu uma nova vida! "
Rodrigo Anieta (Chile)

"Jesus Cristo Ressuscitado está presente misticamente em cada pessoa, que encontramos, especialmente os mais necessitados."
Danielle Danowski (Estados Unidos)

"A ressurreição de Jesus Cristo faz a minha vida cheia de sentido da verdade."
Rita de Cássia & Fabiany - Missão África RCC Brasil (Uganda)

"A alegria, esperança e imenso amor, que sua presença traz para a minha vida me faz sentir segura e forte e mais decidido a segui-lo no caminho da fé."
Viktorija Erjavec & Ana Ćurković (Croácia)

"Ele faz a minha vida diferente. Sabendo que o Filho de Deus morreu para me salvar, me faz amá-lo. "
Luis Edmundo (México)

"Por Ele, vale a pena viver."
Blaž Franko (Eslovënia)


...É decepcionante então que nós não tenhamos tantas diferenças? Ou essa é a nossa força?
Estamos todos unidos em Seu amor! Então dê glória a Cristo Crucificado, dê glória a Cristo Ressuscitado, dê glória ao Senhor, que enviou a salvação a todas as nações.
Aleluia!
Fonte: rio2013.com

sábado, 30 de março de 2013

Primeira Catequese de Papa Francisco foi dedicada à Semana Santa


O Papa Francisco realizou sua primeira Audiência Geral nesta quarta-feira, 27, na Praça São Pedro, no Vaticano, que estava repleta de fiéis. O Santo Padre dedicou sua Catequese à Semana Santa e explicou que, após a Páscoa, irá retomar as Catequeses sobre o Ano da Fé, como vinha fazendo seu predecessor.

“Mas que significa viver a Semana Santa para nós?”, questionou o Papa. “É acompanhar Jesus no seu caminho rumo à Cruz e à Ressurreição. Em sua missão terrena, ele falou a todos, sem distinção, aos grandes e aos humildes, trouxe o perdão de Deus e sua misericórdia, ofereceu esperança; consolou e curou. Foi presença de amor”.
O Pontífice explicou que na Semana Santa, “vivemos o vértice dessa caminhada de Jesus, que se entregou voluntariamente à morte para corresponder ao amor de Deus Pai, em perfeita união com sua vontade, para demonstrar o seu amor por nós”.
Em seguida, o Santo Padre indagou: “O que tudo isso tem a ver conosco?”, e explicou que esta caminhada é também “a minha, a tua, a nossa caminhada”.
“Viver a Semana Santa seguindo Jesus quer dizer aprender a sair de nós mesmos, ir ao encontro dos outros, ir às periferias da existência, encontrar sobretudo os mais distantes, os que mais necessitam de compreensão, de consolação, de ajuda. Viver a Semana Santa é entrar sempre mais na lógica de Deus, do Evangelho. Mas acompanhar Cristo exige sair de nós mesmos, deixar de lado um modo cansado e rotineiro de viver a fé. Deus saiu de Si mesmo para vir ao nosso encontro e também nós devemos fazer o mesmo”.
A falta de tempo não é desculpa, disse o Papa. “Não podemos nos contentar com uma oração, uma Missa dominical distraída e não constante, de algum gesto de caridade, e não ter a coragem de ‘sair’ para levar Cristo”.
Após a Catequese, como de costume, o Pontífice saudou os grupos presentes. Francisco não falou nas várias línguas, mas sim em italiano. A síntese da catequese e da saudação foi lida por um tradutor. Em português, foi feita pelo padre Bruno Lins:
“Queridos irmãos e irmãs, na Semana Santa, centro de todo o Ano Litúrgico, somos chamados a seguir Jesus pelo caminho do Calvário em direção à Cruz e Ressurreição. Este é também o nosso caminho. Ele entregou-se voluntariamente ao amor de Deus Pai, unido perfeitamente à sua vontade, para demonstrar o seu amor por nós: assim o vemos na Última Ceia, dando-nos o seu Corpo e o seu Sangue, para permanecer sempre conosco. Portanto, a lógica da Semana Santa é a lógica do amor e do dom de si mesmo, que exige deixar de lado as comodidades de uma fé cansada e rotineira para levar Cristo aos demais, abrindo as portas do nosso coração, da nossa vida, das nossas paróquias, movimentos, associações, levando a luz e a alegria da nossa fé. Viver a Semana Santa seguindo Jesus significa aprender a sair de nós mesmos para ir ao encontro dos demais, até as periferias da existência. Há uma necessidade imensa de levar a presença viva de Jesus misericordioso e rico de amor. Queridos peregrinos de língua portuguesa, particularmente os grupos de jovens vindos de Portugal e do Brasil: sede bem-vindos! Desejo-vos uma Semana Santa abençoada, seguindo o Senhor com coragem e levando a quantos encontrardes o testemunho luminoso do seu amor. A todos dou a Bênção Apostólica!”
Por Canção Nova Notícias

sexta-feira, 29 de março de 2013

Querigma na vida dos jovens – Movido pela paixão pelo Reino de Deus

Querigma – a compreensão da pessoa de Jesus Cristo

O grande anúncio da pessoa de Jesus Cristo esteve sempre no centro do Evangelho. A este primeiro grito da evangelização chamamos de Querigma. Quem foi Jesus Cristo? Esta é a pergunta que ultrapassou os tempos e, ainda hoje, muitos se fazem ou quando o negam ou quando o aceitam.Bento XVI no valioso livro sobre a Infância de Jesus começa ilustrando em Mateus e Lucas a origem de Jesus, uma tarefa não muito fácil, mas bastante interessante.

No século IV, Santo Atanásio, bispo, em suas homilias, assim respondeu: “O Verbo, recebendo nossa natureza humana e oferendo-a em sacrifício, assumiu-a em sua totalidade, para nos revestir depois da sua natureza divina… Nosso Salvador fez-se verdadeiramente homem, alcançando assim a salvação do homem na sua totalidade. Nossa salvação não é absolutamente algo de fictício, nem limitado só ao corpo; mas realmente a salvação do homem todo, corpo e alma, foi realizado pelo Verbo de Deus”[3].
Fonte Bíblica
No principio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus. Ela existia, no principio, junto de Deus.Tudo foi feito por meio dela, e sem ela nada foi feito de tudo que existe. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a Palavra se fez carne e veio morar entre nós. De sua plenitude todos nós recebemos, graça por graça. Ninguém jamais viu a Deus; o Filho único, que é Deus e está na intimidade do Pai, foi quem o deu a conhecer (Jo 1,1-4.14.16.18).
      É importante destacar que a Palavra “tornou-se em Cristo um homem”[4]. Não entendemos esta Palavra como um discurso, uma idéia, mas o encontro com a pessoa mesma de Jesus[5]. É Jesus que vem ao nosso encontro para estar conosco como amigo. Esta novidade perpassou os séculos e impactou milhares de vida e, ainda hoje, continua a ser inaudita. Aquilo que antes era uma promessa, uma voz que ecoava, com a encarnação ganhou um rosto e, por isso, podemos ver, ouvir, contemplar e tocar (1Jo 1,1ss) a Jesus de Nazaré[6].
Esta concretização da Palavra é fundamental no anúncio de Jesus porque não o imaginamos nem o criamos segundo nossos delírios, como negativamente afirmam alguns agnósticos, mas reforçados pelos testemunhos daqueles que estiveram com Ele, fundamentamos nossa fé dizendo:
Ele manifestou-Se, mostrou-Se, saiu da luz inacessível em que habita. Ele, em pessoa, veio para o meio de nós. Na Igreja antiga, esta era a grande alegria do Natal: Deus manifestou-Se. Já não é apenas uma idéia, nem algo que se há de intuir a partir das palavras. Ele «manifestou-Se». Mas agora perguntamo-nos: Como Se manifestou? Ele verdadeiramente quem é? A este respeito, diz a leitura da Missa da Aurora: «Manifestaram-se a bondade de Deus (…) e o seu amor pelos homens» (Tt 3, 4). Para os homens do tempo pré-cristão – que, vendo os horrores e as contradições do mundo, temiam que o próprio Deus não fosse totalmente bom, mas pudesse, sem dúvida, ser também cruel e arbitrário –, esta era uma verdadeira «epifania», a grande luz que se nos manifestou: Deus é pura bondade. Ainda hoje há pessoas que, não conseguindo reconhecer a Deus na fé, se interrogam se a Força última que segura e sustenta o mundo seja verdadeiramente boa, ou então se o mal não seja tão poderoso e primordial como o bem e a beleza que, por breves instantes luminosos, se nos deparam no nosso cosmos[7].
Como Ele se manifestou? Jesus de Nazaré oriundo da Galileia, filho de Maria e, juridicamente de José, porque nasceu pela ação do Espírito Santo, portanto gerado, não criado, fala do Reino do Pai; “ele se apresenta com sua vida, com sua palavra e com os sinais de toda a sua prática como o evangelizador e o servo do Reino de Deus, convidando à conversão e ao seguimento[8].
É muito sugestivo que na parábola da Videira (Jo 15,1-8), Jesus diga que nós somos os ramos e ele é a videira. Há, portanto, um vínculo muito forte de amizade com ele que nos faz participantes da vida do Ressuscitado, gerando assim uma nova família que compartilha com ele a missão recebida. Assim, diante da Palavra humanizada, nos tornamos discípulos missionários[9].
Considerações teológicas  pastorais
     Quem é Jesus Cristo? Esta pergunta é muito importante, sobretudo quando a fazemos a partir da práxis sacramental.O batismo, que é sacramento, exatamente porque se trata de um SINAL SAGRADO que faz memória de Jesus Cristo profeta, sacerdote e rei, significa que uma pessoa ao ser batizada entra a fazer parte desta comunidade que atualiza hoje a pessoa de Jesus Cristo e, é, também, profeta, sacerdote e rei. 
Na vida de Jesus Cristo colhemos duas atitudes fundamentais: a gratuidade e o amor ao próximo. Jesus não pediu nada em troca de um gesto. Ele curou, perdoou os pecados, multiplicou o pão e o peixe, acalmou os ventos e o mar agitado, ressuscitou seu amigo Lázaro, a filha de Jairo e o filho da viúva de Naim, acolheu a pecadora arrependida, não apedrejou a adúltera, não condenou o ladrão arrependido. Simplesmente Jesus manifestou em seus gestos e palavras que a gratidão é fruto do reconhecimento da justiça do Pai e da sua gratuidade, pois, Deus Pai nos dá tudo gratuitamente, começando pelo dom da vida. 
Mais ainda. Jesus foi humano ao sentir fome e sede, alegrias e tristezas, amor e compaixão verso o próximo. Ninguém passou por ele sem receber uma resposta para suas angústias e pedidos. Ao chefe da guarda que tinha um soldado doente e quase à beira da morte que pediu que Jesus o ajudasse, mesmo não entrando na sua casa, ele se comoveu e curou de longe aquele servo. Jesus foi movido pela compaixão, quer dizer, ele sentia a mesma dor da pessoa que pedia, que não enxergava, que não tinha comida, que era excluído. Jesus foi todo voltado para o outro. O cristão, que entra na família de Jesus a partir do Batismo, é pedido exatamente essas duas atitudes. 
Ele mesmo, Jesus, foi até o Jordão para receber o batismo de João Batista ((Mc 1,9). Entrou assim no movimento de João que exigia “um novo modo de pensar e de agir, ligado sobretudo ao anúncio do Juízo de Deus e à proclamação de alguém maior que que há de vir depois de João”[10]. Este movimento Joanico, no qual Jesus se inseriu, atraia multidões (Mc 1,5), porque simbolizava o sentido de justiça de Deus que no seu tempo devido iria restaurar todas as coisas. Será, exatamente no Mistério pascal, que toda esta nova realidade iniciada no batismo no Jordão, nos ajudará a compreender o Mistério de Jesus Cristo, o missionário do Pai que assume sobre si o jugo daqueles que sofrem e, na compaixão, ele se unirá plenamente a restauração de tudo e de todos. Ao mergulhar nas águas do Jordão, Jesus vai à “habitação do mal, luta com o forte que mantém os homens cativos”[11]. 
O querigma é assim a “força vivificadora de Deus que nos é oferecido em Cristo morto e ressuscitado. Isso é o que primeiro necessitamos anunciar e também escutar, porque a graça tem primado absoluto na vida cristã e em toda a atividade evangelizadora da Igreja”[12]. Assim sendo, o cristão, participa da missão profética, sacerdotal e real de Jesus. Sacerdotal porque se une a Cruz do Senhor no sacrifício eucarístico, na oferta de si e de todas as suas atividades (Rm 12.1-2). Participa do profetismo de Cristo na medida em que testemunha com a vida a Palavra de Deus que salva e não tem medo de denunciar o mal. Como realidade real o cristão é um combatente espiritual para vencer o pecado (Rm 6,12), mediante o dom de si e a prática da justiça. 
Conseqüentemente, Jesus Cristo, nos comunica a vida e o serviço pela vida. Não é possível seguir Jesus sem estar comprometido com a vida: 
Quando dignifica a samaritana (Jo 4,7-26), quando cura os enfermos (Mt 11,2-6), quando alimenta o povo faminto (Mc 6,30-44), quando liberta os endemoniados (Mc 5, 1-20). Em seu Reino de vida, Jesus inclui a todos: come e bebe com os pecadores (Mc 2,16), sem se importar que o tratem como comilão e bêbado (Mt11,19);toca com as mãos os leprosos (Lc 5,13), deixa que uma prostituta lhe unja os pés (Lc7,36-50) e, de noite, recebe Nicodemos para convidá-lo a nascer de novo(J0 3,1-15),o amor pelos inimigos(Mt5,44) e a opção pelos mais pobres (Lc 14,15-24)[13].
 Pistas para reflexão 
  1. Compreender Jesus Cristo é fundamental para a missão evangelizadora: quem é Jesus Cristo para você?
  2. Jesus assumiu a causa do mais necessitado: como você concretiza na sua vida o profetismo, o sacerdócio e a capacidade de liderar pessoas?
  3. Jesus é a Palavra humanizada: como você experimenta a espiritualidade: negando a felicidade ou integrando nas escolhas de cada dia a compaixão que movia Jesus?
Autoria: P. Antonio Ramos do Prado,sdb (P. Toninho) - Assessor da CEPJ
Fonte: Jovens Conectados 


[1]CASTILLO, José M., Espiritualidade para insatisfeitos, São Paulo: Paulus, 2012, p. 109.
[2]CELAM, V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, Documento de Aparecida, texto oficial, Brasília: CNBB, 2007, n. 382
Obs: Esse subsídio é feito a partir carta da Estréia do ano de 2013 para a família salesiana escrita pelo Superior Geral dos Salesianos de Dom Bosco.
[3] Das cartas de Santo Atanásio, bispo, Epist. Ad Epictetum, 5-9: PG 26, 1058, 1062-1066, In Liturgia das Horas I, p. 435.
[4]BENTO XVI, Exortação Apostólica pós-sinodal Verbum Domini, sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, São Paulo: Paulinas, 1ª ed.,2010, n. 11.
[5]BENTO XVI, Carta Encíclica Deus Caritas Est (25/12/2005), 1: AAS 98 (2006), 217-218.
[6]BENTO XVI, Exortação Apostólica pós-sinodal Verbum Domini, n. 12
[7] Homilia de Bento XVI, (24/12/2011,  solenidade do natal do Senhor.
[8]PERESON, Mario I., Seguir a Jesucristo tras las huellas de Don Bosco, Bogotá: Kimpres Ltda,2006, p. 119.
[9]CELAM, V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, Documento de Aparecida, n. 132-135.
[10]BENTO XVI, Jesus de Nazaré, 1ª parte, do batismo no Jordão à transfiguração, São Paulo: Planeta do Brasil, 2007, p. 31.
[11]Ibid., p. 35
[12]CELAM, V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, n. 348
[13]Ibid., n. 353

quinta-feira, 28 de março de 2013

Francisco na Missa do Crisma: “Ser pastor é sentir o cheiro das ovelhas”



Cidade do Vaticano  – O Papa Francisco celebrou na manhã desta Quinta-feira Santa, que abre o Tríduo Pascal, a Missa do Crisma na Basílica Vaticana.

Em sua homilia, falou da simbologia dos ungidos, seja na forma, seja no conteúdo. A beleza de tudo o que é litúrgico, explicou, não se reduz ao adorno e bom gosto dos paramentos, mas é presença da glória do nosso Deus que resplandece no seu povo vivo e consolado. 

“O óleo precioso, que unge a cabeça de Aarão, não se limita a perfumá-lo, mas se espalha e atinge «as periferias». O Senhor dirá claramente que a sua unção é para os pobres, os presos, os doentes e quantos estão tristes e abandonados. A unção não é para perfumar a nós mesmos, e menos ainda para que a conservemos num frasco, pois o óleo tornar-se-ia rançoso... e o coração amargo.”

Para Francisco, o bom sacerdote reconhece-se pelo modo como é ungido o seu povo: “Nota-se quando o povo é ungido com óleo da alegria; por exemplo, quando sai da Missa com o rosto de quem recebeu uma boa notícia. O nosso povo gosta do Evangelho quando é pregado com unção, quando o Evangelho que pregamos chega ao seu dia a dia, quando escorre como o óleo de Aarão até às bordas da realidade, quando ilumina as situações extremas, «as periferias» onde o povo fiel está mais exposto à invasão daqueles que querem saquear a sua fé”. 

Ser sacerdote é estar nesta relação com Deus e com o seu povo, pois assim a graça passa através dele para ser mediador entre Deus e os homens. Esta graça, todavia, precisa ser reavivada, para intuir o desejo do povo de ser ungido e experimentar o seu poder e a sua eficácia redentora: “Nas «periferias» onde não falta sofrimento, há sangue derramado, há cegueira que quer ver, há prisioneiros de tantos patrões maus”. 

Não é nas reiteradas introspecções que encontramos o Senhor, adverte o Pontífice, nem mesmo nos cursos de autoajuda. O poder da graça cresce na medida em que, com fé, saímos para nos dar a nós mesmos oferecendo o Evangelho aos outros, para dar a pouca unção que temos àqueles que nada têm.

“O sacerdote que sai pouco de si mesmo, que unge pouco, perde o melhor do nosso povo, aquilo que é capaz de ativar a parte mais profunda do seu coração presbiteral. Quem não sai de si mesmo, em vez de ser mediador, torna-se pouco a pouco um intermediário, um gestor. Daqui deriva precisamente a insatisfação de alguns, em vez de serem pastores com o «cheiro das ovelhas», pastores no meio do seu rebanho, e pescadores de homens.” 

Para enfrentar a crise de identidade sacerdotal, que se soma à crise de civilização, Papa Francisco convida a lançar as redes em nome Daquele em que depositamos a nossa confiança: Jesus. 

E conclui: “Amados fiéis, permanecei unidos aos vossos sacerdotes com o afeto e a oração, para que sejam sempre Pastores segundo o coração de Deus. Amados sacerdotes, Deus Pai renove em nós o Espírito de Santidade com que fomos ungidos, o renove no nosso coração de tal modo que a unção chegue a todos, mesmo nas «periferias» onde o nosso povo fiel mais a aguarda e aprecia”.

Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 25 de março de 2013

Semana Santa é tempo propício para refletir e reconciliar-se com Deus


Estamos na Semana Santa,  e em momento de reflexão. Por isso, se confessar é muito importante e essencial para a vida espiritual. O cristão, pelo menos uma vez ao ano deve se confessar em preparação para a Semana Santa e é nesta época pascal que os que ainda não o fizeram, devem aproveitar para receber o sacramento.
A confissão é dividida em três pontos principais: exame de consciência, arrependimento e penitência. O exame de consciência é quando paramos para pensar nos nossos pecados, nossos erros, onde podemos melhorar como cristãos. Para um bom exame de consciência podemos utilizar os dez mandamentos como base.
Em seguida, vem o arrependimento, que é o que faz a confissão ser verdadeira de coração. Depois de uma longa reflexão, você sente a vontade de ser melhor e seguir a vida em Cristo, se arrependendo e tendo a oportunidade de viver de acordo com o que Jesus ensinou.
Após refletir e se arrepender, você estará pronto para se confessar. A confissão leva-nos a cumprir uma penitência dada pelo sacerdote. Sejam orações ou ações, estas são parte do ato de confessar, é a finalização para a mudança, quando se recebe o perdão e absolvição dos pecados por Deus e pela Igreja.
A confissão nos dá a paz espiritual de receber a comunhão e o Corpo de Cristo, de elevar nossas preces em estado de graça ao Pai. Se confessar é se reconciliar com Deus, é admitir os erros, é ser humilde e querer ser bom.
“A passagem, a morte e ressurreição de Jesus Cristo, no nosso caso, é a passagem do homem velho para o homem novo. Por meio da confissão deixamos a vida velha e passamos a viver uma vida nova. Regenerando-se, reestabelecendo aquilo que foi perdido por causa do pecado. A confissão é sair do sepulcro para uma vida nova”, explica padre Arnaldo Rodrigues, diretor da Preparação Pastoral da JMJ.
De acordo com o padre, a confissão não é apenas um paliativo, não é apenas um remédio, devemos nos prevenir do pecado nos confessando com frequência. “A confissão nos ajuda a manter um ritmo de vida, o cristão também tem que ter esse ritmo ordinário, de disciplina na sua vida para estar bem. Ritmo de unidade com o Senhor e com a Igreja. Os vínculos que nos faz cada dia mais santo são por meio dos sacramentos, tanto da eucaristia como da confissão”, conclui.
Fonte: rio2013.com

domingo, 24 de março de 2013

Papa Francisco exorta fiéis a permanecerem na alegria e marca encontro com os jovens no Rio de Janeiro



Cidade do Vaticano - Uma multidão de fiéis e peregrinos participou esta manhã, na Praça São Pedro, no Vaticano, da celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor – que dá início à Semana Santa. A missa, presidida pelo Santo Padre, foi precedida pelo rito da Procissão de Ramos, que recorda a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém.

Na homilia, o Papa Francisco recordou que "Jesus entra em Jerusalém", e logo em seguida explicou que "entra como rei, mas segundo a ótica de Deus e não dos homens: "o seu trono real é o madeiro da Cruz", frisou o Santo Padre, acrescentando: "este é Jesus".

"A multidão aclama-O como Rei. E Ele não se opõe, não a manda calar. Mas, que tipo de Rei seria Jesus? Vejamo-Lo…

"Monta um jumentinho, não tem uma corte como séquito, nem está rodeado de um exército como símbolo de força. Quem O acolhe são pessoas humildes, simples. Jesus não entra na Cidade Santa, para receber as honras reservadas aos reis terrenos, a quem tem poder, a quem domina; entra para ser flagelado, insultado e ultrajado, como preanuncia Isaías na Primeira Leitura (cf. Is 50, 6); entra para receber uma coroa de espinhos, uma cana, um manto de púrpura (a sua realeza será objeto de ludíbrio); entra para subir ao Calvário carregado com um madeiro. E aqui temos a segunda palavra: Cruz. Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz. E é precisamente aqui que refulge o seu ser Rei segundo Deus: o seu trono real é o madeiro da Cruz!"

O Papa explicou: "Diante de Pilatos, Jesus diz: Eu sou Rei; mas a sua força é a força de Deus, que enfrenta o mal do mundo, o pecado que desfigura o rosto do homem. Jesus toma sobre Si o mal, a sujeira, o pecado do mundo, incluindo o nosso pecado, e lava-o; lava-o com o seu sangue, com a misericórdia, com o amor de Deus."

Como é de seu estilo, o Papa Francisco fez florescer da liturgia três palavras-chave. A primeira diz respeito ao clima pleno "de luz, de alegria, de festa" que circunda Jesus quando chega à Cidade Santa, a alegria:

"Jamais sejam homens e mulheres tristes: um cristão jamais pode sê-lo! Jamais se deixem desencorajar! A nossa alegria não nasce do possuir muitas coisas, mas do ter encontrado uma Pessoa: Jesus, que está no meio de nós; nasce do saber que com ele jamais estamos sozinhos, mesmo nos momentos difíceis (...) E são tantos. E neste momento vem o inimigo, vem o diabo, disfarçado de anjo muitas vezes e insidiosamente nos diz a sua palavra. Não lhe deem ouvidos! Sigamos Jesus!"

Em seguida, o Santo Padre fez mais uma exortação, como o fez outras vezes durante a homilia. Deixando o texto por um momento, escrutando a multidão acrescentou:

"E por favor, não deixem roubar a esperança de vocês! Não deixem roubar a esperança! Aquela esperança que Jesus nos dá."

A este ponto, o Papa inseriu uma segunda palavra, "Cruz", após ter mostrado o paradoxo de Jesus, um rei cujo trono, disse, é uma Cruz de madeira.

"Foi com a cruz que venceu o mal." A esse propósito, acrescentou:

"Penso naquilo que Bento XVI dizia aos cardeais, "Os senhores são príncipes, mas de um Rei crucificado. Este é o trono de Jesus".

Olhemos ao nosso redor: tantas feridas infligidas pelo mal à humanidade.

"Queridos amigos, todos nós podemos vencer o mal que existe em nós e no mundo: com Cristo, com o Bem! Sentimo-nos fracos, inaptos, incapazes? Mas Deus não procura meios poderosos: foi com a cruz que venceu o mal! Não devemos crer naquilo que o Maligno nos diz: não podes fazer nada contra a violência, a corrupção, a injustiça, contra os teus pecados! Não devemos jamais habituar-nos ao mal! Com Cristo, podemos transformar-nos a nós mesmos e ao mundo. Devemos levar a vitória da Cruz de Cristo a todos e por toda a parte; levar este amor grande de Deus. Isto requer de todos nós que não tenhamos medo de sair de nós mesmos, de ir ao encontro dos outros."

E daquele trono desce o sangue que lava, com a misericórdia, os males do mundo:

"Guerras, violências, conflitos econômicos que atingem quem é mais fraco, avidez de dinheiro, de poder, corrupção, divisões, crimes contra a vida humana e contra a criação! E os nossos pecados pessoais: as faltas de amor e respeito para com Deus, com o próximo e com a criação inteira. Na cruz, Jesus sente todo o peso do mal e, com a força do amor de Deus, vence-o, derrota-o na sua ressurreição."

A terceira palavra é "jovem". Vi muitos jovens durante a procissão, afirmou o Papa Francisco, recordando que o Domingo de Ramos há 28 anos é sinônimo de Jornada da Juventude. A JMJ é uma festa por excelência e vocês, caros jovens, "têm uma parte importante na festa da fé".

"Vós trazeis-nos a alegria da fé e dizeis-nos que devemos viver a fé com um coração jovem, sempre… mesmo aos setenta, oitenta anos! Com Cristo, o coração nunca envelhece."

O pensamento do Pontífice dirigiu-se à JMJ do Rio de Janeiro, etapa que será vivida – anunciou – nas pegadas de João Paulo II e de Bento XVI:

"Encontremo-nos naquela grande cidade do Brasil! Preparai-vos bem, sobretudo espiritualmente, nas vossas comunidades, para que o referido Encontro seja um sinal de fé para o mundo inteiro. Vivamos a alegria de caminhar com Jesus, de estar com Ele, levando a sua Cruz, com amor, com um espírito sempre jovem! Peçamos a intercessão da Virgem Maria. Que Ela nos ensine a alegria do encontro com Cristo, o amor com que O devemos contemplar ao pé da cruz, o entusiasmo do coração jovem com que O devemos seguir nesta Semana Santa e por toda a nossa vida." 


Fonte: Rádio Vaticano