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domingo, 24 de março de 2013

Papa Francisco exorta fiéis a permanecerem na alegria e marca encontro com os jovens no Rio de Janeiro



Cidade do Vaticano - Uma multidão de fiéis e peregrinos participou esta manhã, na Praça São Pedro, no Vaticano, da celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor – que dá início à Semana Santa. A missa, presidida pelo Santo Padre, foi precedida pelo rito da Procissão de Ramos, que recorda a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém.

Na homilia, o Papa Francisco recordou que "Jesus entra em Jerusalém", e logo em seguida explicou que "entra como rei, mas segundo a ótica de Deus e não dos homens: "o seu trono real é o madeiro da Cruz", frisou o Santo Padre, acrescentando: "este é Jesus".

"A multidão aclama-O como Rei. E Ele não se opõe, não a manda calar. Mas, que tipo de Rei seria Jesus? Vejamo-Lo…

"Monta um jumentinho, não tem uma corte como séquito, nem está rodeado de um exército como símbolo de força. Quem O acolhe são pessoas humildes, simples. Jesus não entra na Cidade Santa, para receber as honras reservadas aos reis terrenos, a quem tem poder, a quem domina; entra para ser flagelado, insultado e ultrajado, como preanuncia Isaías na Primeira Leitura (cf. Is 50, 6); entra para receber uma coroa de espinhos, uma cana, um manto de púrpura (a sua realeza será objeto de ludíbrio); entra para subir ao Calvário carregado com um madeiro. E aqui temos a segunda palavra: Cruz. Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz. E é precisamente aqui que refulge o seu ser Rei segundo Deus: o seu trono real é o madeiro da Cruz!"

O Papa explicou: "Diante de Pilatos, Jesus diz: Eu sou Rei; mas a sua força é a força de Deus, que enfrenta o mal do mundo, o pecado que desfigura o rosto do homem. Jesus toma sobre Si o mal, a sujeira, o pecado do mundo, incluindo o nosso pecado, e lava-o; lava-o com o seu sangue, com a misericórdia, com o amor de Deus."

Como é de seu estilo, o Papa Francisco fez florescer da liturgia três palavras-chave. A primeira diz respeito ao clima pleno "de luz, de alegria, de festa" que circunda Jesus quando chega à Cidade Santa, a alegria:

"Jamais sejam homens e mulheres tristes: um cristão jamais pode sê-lo! Jamais se deixem desencorajar! A nossa alegria não nasce do possuir muitas coisas, mas do ter encontrado uma Pessoa: Jesus, que está no meio de nós; nasce do saber que com ele jamais estamos sozinhos, mesmo nos momentos difíceis (...) E são tantos. E neste momento vem o inimigo, vem o diabo, disfarçado de anjo muitas vezes e insidiosamente nos diz a sua palavra. Não lhe deem ouvidos! Sigamos Jesus!"

Em seguida, o Santo Padre fez mais uma exortação, como o fez outras vezes durante a homilia. Deixando o texto por um momento, escrutando a multidão acrescentou:

"E por favor, não deixem roubar a esperança de vocês! Não deixem roubar a esperança! Aquela esperança que Jesus nos dá."

A este ponto, o Papa inseriu uma segunda palavra, "Cruz", após ter mostrado o paradoxo de Jesus, um rei cujo trono, disse, é uma Cruz de madeira.

"Foi com a cruz que venceu o mal." A esse propósito, acrescentou:

"Penso naquilo que Bento XVI dizia aos cardeais, "Os senhores são príncipes, mas de um Rei crucificado. Este é o trono de Jesus".

Olhemos ao nosso redor: tantas feridas infligidas pelo mal à humanidade.

"Queridos amigos, todos nós podemos vencer o mal que existe em nós e no mundo: com Cristo, com o Bem! Sentimo-nos fracos, inaptos, incapazes? Mas Deus não procura meios poderosos: foi com a cruz que venceu o mal! Não devemos crer naquilo que o Maligno nos diz: não podes fazer nada contra a violência, a corrupção, a injustiça, contra os teus pecados! Não devemos jamais habituar-nos ao mal! Com Cristo, podemos transformar-nos a nós mesmos e ao mundo. Devemos levar a vitória da Cruz de Cristo a todos e por toda a parte; levar este amor grande de Deus. Isto requer de todos nós que não tenhamos medo de sair de nós mesmos, de ir ao encontro dos outros."

E daquele trono desce o sangue que lava, com a misericórdia, os males do mundo:

"Guerras, violências, conflitos econômicos que atingem quem é mais fraco, avidez de dinheiro, de poder, corrupção, divisões, crimes contra a vida humana e contra a criação! E os nossos pecados pessoais: as faltas de amor e respeito para com Deus, com o próximo e com a criação inteira. Na cruz, Jesus sente todo o peso do mal e, com a força do amor de Deus, vence-o, derrota-o na sua ressurreição."

A terceira palavra é "jovem". Vi muitos jovens durante a procissão, afirmou o Papa Francisco, recordando que o Domingo de Ramos há 28 anos é sinônimo de Jornada da Juventude. A JMJ é uma festa por excelência e vocês, caros jovens, "têm uma parte importante na festa da fé".

"Vós trazeis-nos a alegria da fé e dizeis-nos que devemos viver a fé com um coração jovem, sempre… mesmo aos setenta, oitenta anos! Com Cristo, o coração nunca envelhece."

O pensamento do Pontífice dirigiu-se à JMJ do Rio de Janeiro, etapa que será vivida – anunciou – nas pegadas de João Paulo II e de Bento XVI:

"Encontremo-nos naquela grande cidade do Brasil! Preparai-vos bem, sobretudo espiritualmente, nas vossas comunidades, para que o referido Encontro seja um sinal de fé para o mundo inteiro. Vivamos a alegria de caminhar com Jesus, de estar com Ele, levando a sua Cruz, com amor, com um espírito sempre jovem! Peçamos a intercessão da Virgem Maria. Que Ela nos ensine a alegria do encontro com Cristo, o amor com que O devemos contemplar ao pé da cruz, o entusiasmo do coração jovem com que O devemos seguir nesta Semana Santa e por toda a nossa vida." 


Fonte: Rádio Vaticano

terça-feira, 19 de março de 2013

Homilia do Papa Francisco na missa de abertura de seu pontificado


Meditando as virtude de São José, patrono da Igreja, o Papa Francisco convocou a todos os fiéis e autoridades presentes na celebração eucarística de abertura de seu pontificado a serem guardiões de toda a criação.
“São José se dedicou com empenho jubiloso a educação de Jesus Cristo, a missão de guardar Jesus e Maria, e essa missão também se estende a toda Igreja. (...) Guardemos Cristo na nossa vida para guardar os outros, para guardar a criação”, disse. 
A solenidade de São José marca o início do ministério petrino do Papa Francisco. A celebração eucarística, realizada na Praça de São Pedro na manhã desta terça feira, tem com a participação de inúmeras autoridades políticas e religiosas, entre elas a presidente do Brasil, Dilma Rousseff e o arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do COL da JMJ, Dom Orani João Tempesta. 
“Queria pedir, por favor, a todos os que ocupam cargos de responsabilidade no âmbito econômico, politico, sejamos guardiões da criação. Mas para guardar também devemos cuidar de nós mesmo. (...)Cuidar, guardar requer bondade”. 
No início da celebração o Sumo Pontífice recebeu o pálio e o Anel do Pescador, símbolos do ministério que exerce na Igreja. Leia abaixo a íntegra da homilia do Santo Padre.

Queridos irmãos e irmãs!

Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.

Saúdo, com afeto, os Irmãos Cardeais e Bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos Representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às Delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.

Ouvimos ler, no Evangelho, que «José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa» (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: «São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo» (Exort. ap. Redemptoris Custos, 1).

Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egito e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.

Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projecto d’Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito. E José é «guardião», porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. 

Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação! Entretanto a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem «Herodes» que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher. 

Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.

A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!

Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.Na segunda Leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou «com uma esperança, para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.

Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amém.


Tradução: Radio Vaticano

terça-feira, 12 de março de 2013

Missa de abertura do Conclave: "Que Deus queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Igreja"


MissaConclave12032013A Basílica de São Pedro, no Vaticano, ficou lotada na manhã desta terça-feira, 12 de março, para a missa pro Eligendo Pontifice, presidida pelo decano do Colégio Cardinalício, Card. Angelo Sodano. Em sua homilia, Sodano renovou a gratidão de toda a Igreja ao “amado e venerado Pontífice Bento XVI”. E recordou a intenção desta Missa, ou seja, “implorar do Senhor que mediante a solicitude pastoral dos Padres Cardeais queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Santa Igreja”.
Comentando as leituras do dia, o Decano falou primeiramente sobre a mensagem de amor de Deus – mensagem que se realiza plenamente em Jesus, vindo ao mundo para tornar presente o amor do Pai pelos homens. É um amor que se faz notar particularmente no contato com o sofrimento, a injustiça, a pobreza, com todas as fragilidades do homem, tanto físicas quanto morais.
“É este amor que impele os Pastores da Igreja a realizar a sua missão de serviço aos homens de todos os tempos, do serviço caritativo mais imediato até o serviço mais alto, o serviço de oferecer aos homens a luz do Evangelho e a força da graça.”
A seguir, o Card. Sodano falou da mensagem de unidade. O Apóstolo São Paulo ensina-nos que também todos nós devemos colaborar para edificar a unidade da Igreja, porque para realizá-la é necessária "a colaboração de cada conexão, segundo a energia própria de cada membro" (Ef 4,16). “Todos nós, portanto, somos chamados a cooperar com o Sucessor de Pedro, fundamento visível de tal unidade eclesial.”
Essa cooperação levou o Decano a falar sobre a missão do Papa: a atitude fundamental de todo bom Pastor é dar a vida por suas ovelhas (cfr Jo 10,15). Isto vale, sobretudo, para o Sucessor de Pedro, Pastor da Igreja universal. Porque quanto mais alto e mais universal é o ofício pastoral, tanto maior deve ser a caridade do Pastor.
No sulco deste serviço de amor pela Igreja e pela humanidade inteira, recordou, os últimos Pontífices foram artífices de muitas iniciativas benéficas também para os povos e a comunidade internacional, promovendo sem cessar a justiça e a paz. Rezemos para que o futuro Papa possa continuar esta incessante obra em nível mundial, disse o Card. Sodano, que concluiu:
“Meus irmãos, rezemos a fim de que o Senhor nos conceda um Pontífice que realize com coração generoso tal nobre missão. É o que Lhe pedimos por intercessão de Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos, e de todos os Mártires e Santos que ao longo dos séculos deram glória a esta igreja de Roma.”
Com a Missa Pro Eligendo Pontefice, abriu-se oficialmente o Conclave. Desde as 7h (3h de Brasília), os 115 cardeais eleitores começaram a se acomodar na Casa Santa Marta, dentro do Vaticano, onde ficarão hospedados durante toda a duração das votações. Cada um terá seu quarto – os aposentos foram definidos por sorteio.
Segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé, os cardeais devem seguir às 15h45 (11h45 no horário de Brasília) para o palácio apostólico. Depois, às 16h20 (12h20 em Brasília), seguirão em procissão da Capela Paulina para a Capela Sistina. O rito será transmitido ao vivo pela Rádio Vaticano, com comentários em português.
Os cardeais entram na capela, ocupam seus lugares e fazem o juramento previsto na Constituição Apostólica. O Cardeal Giovanni Batista Re, decano do conclave (por ser o mais idoso dos cardeais-bispos) fará uma introdução em latim.
Depois, cada um dos cardeais vai ao centro da capela, e com a mão sobre o Evangelho, profere o juramento, também em latim. Então, a capela é fechada pelo Mestre das Celebrações Pontifícias, Mons. Guido Marini, que intima “Extra omnes”. Antes de todos os que não participam do conclave deixarem a Capela Sistina, o Cardeal Prosper Grech, 87 anos, maltês, propõe a última meditação aos cardeais eleitores. Em seguida, começam as votações.
O cronograma prevê que a operação termine às 19h15 (15h15 em Brasília) e retornem para a Casa Santa Marta às 19h30 (15h30 em Brasília). Às 20h (16h em Brasília), será servido o jantar.
Padre Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa, disse que “dificilmente” o nome do novo Papa deve sair na primeira votação, nesta tarde.
A partir de quarta-feira, 13, serão feitas duas votações pela manhã e duas à tarde, até um dos candidatos receber mais de dois terços dos votos. As cédulas serão queimadas apenas uma vez por período e a previsão é que a fumaça seja expelida pela chaminé da Capela Sistina às 12h e às 19h (8h e 15h em Brasília).
Fonte: Vaticano

segunda-feira, 11 de março de 2013

Véspera do Conclave: Congregação Geral de manhã e à tarde Juramento do pessoal de serviço


No Vaticano, vive-se a expectativa da véspera de um momento histórico como é o início de um Conclave. No dia de hoje durante a manhã os cardeais continuaram com os seus trabalhos encontrando-se na décima congregação geral na Sala Paulo VI. No final da tarde de hoje pelas 17h30 (hora local) será celebrado na Capela Paulina o juramento para todo o pessoal da Santa Sé que estará de serviço durante o Conclave. Essas pessoas vão desde o Secretário do Colégio Cardinalício, dom Lorenzo Baldissieri, e outros colaboradores, como o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, os serviços de segurança, de transportes e de refeições.
Na cidade de Roma, como em diferentes lugares do mundo, multiplicam-se as iniciativas de reflexão e oração com o pelo do Conclave. Destacamos aqui a da Adoração Eucarística Perpétua, promovida pelo Centro Internacional Juvenil São Lourenço. Esta Adoração começou hoje às 11h e decorrerá até ao fim do Conclave e proclamação do novo Papa. Está também agendada por este Centro Juvenil uma procissão na Praça de S. Pedro para o dia 15, sexta-feira, se porventura ainda não tiver sido eleito o novo Papa.
Fonte: Vaticano

sábado, 9 de março de 2013

Conclave começará no dia 12 de março


Os cardeais eleitores decidiram que o início do Conclave para a eleição do novo Papa começará na terça-feira, 12 de março. Reunidos no oitavo encontro das Congregações Gerais, os 115 cardeais eleitores ainda retomaram as discussões sobre os desafios enfrentados pela Igreja e votaram a aceitação das justificativas dos cardeais ausentes no Conclave, Julius Darmaatmadja e Keith O'Brien, de acordo com o artigo 38º da Constituição Apostólica.
Segundo o padre Lombardi a chaminé da Capela Sistina que vai lançar a fumaça branca anunciando a eleição do novo Sumo Pontífice vai ser instalada na tarde desta sexta-feira, 8 de março.
Na manhã do dia 12, os cardeais participarão da Santa Missa “Pro eligendo Pontifice” na Basílica de São Pedro e pela tarde entrarão em Conclave isolados na Capela Sistina. De acordo com o padre Lombardi, antes do início do Conclave, os nomes dos cardeais serão sorteados para decidir a ordem dos quartos que ficarão na Casa Santa Marta, onde serão hospedados. 
"Não há diferença entre os quartos, é apenas uma questão de organização para manter a igualdade entre todos e não haver privilégios entre os cardeais", explicou. O novo Sumo Pontífice será eleito com 2/3 dos votos dos cardeais eleitores, ou seja, 77 dos 115 participantes do Conclave. 

Fonte: rio2013.com

terça-feira, 5 de março de 2013

110 cardeais eleitores presentes na terceira Congregação Geral e ainda não definida data do Conclave


lombardi.5.3.2013O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, concedeu no início da tarde desta terça-feira, 5 de março, uma coletiva sobre as congregações gerais dos cardeais em vista do Conclave. Ele adiantou que o número de eleitores pesentes agora são 110 e os cardeais ainda não marcaram a data do Conclave.
Em destaque, a mensagem que os cardeais enviaram na manhã desta terça-feira a Bento XVI. Ainda não foi tomada uma decisão acerca do início do Conclave. No início da coletiva, o religioso jesuíta voltou brevemente à segunda Congregação Geral de segunda-feira, realizada na parte da tarde. Durante a Congregação teve lugar a meditação do pregador da Casa Pontifícia, o frade capuchinho Pe. Ranieri Cantalamessa.
Pe. Lombardi afirmou que na tarde desta segunda-feira chegaram alguns cardeais, em particular alguns eleitores, que na parte manhã ainda não estavam presentes e, portanto, assim que chegaram fizeram o seu juramento: o patriarca maronita libanês, Cardeal Raï; o arcebispo de Colônia, Cardeal Meisner; o arcebispo de Berlim, Cardeal Völki; o arcebispo de Dacar, Cardeal Sarr, e o arcebispo de Praga, Cardeal Duka.
Na Congregação desta segunda foi decidido que não haverá congregações na tarde desta terça e da quarta-feira: portanto, também na quarta-feira haverá Congregação somente pela manhã.
Na manhã de hoje teve lugar a terceira Congregação Geral, realizada das 9h30 às 12h40 locais, com um intervalo de cerca de meia hora. Também manhã desta terça-feira outros cardeais chegaram ao Vaticano, os quais fizeram o seu juramento. Dois cardeais eleitores: o arcebispo de Madri, Rouco Varela, e o polonês Grocholewski. Portanto, no momento estão presentes em Roma 110 cardeais eleitores. 148 purpurados participaram da Congregação Geral desta manhã.
Pe. Lombardi informou que na Congregação Geral desta manhã foram feitos 11 pronunciamentos. Entre os temas: atividade da Santa Sé e dos diferentes dicastérios e a sua relação com os episcopados; renovação da Igreja à luz do Concílio Vaticano II; situação da Igreja e exigência da nova evangelização no mundo, nas diferentes situações culturais. Ao todo, entre segunda e terça-feira, foram feitos 33 pronunciamentos representativos de todos os 5 continentes.
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé afirmou que há uma liberdade e uma expressividade da assembléia que tem sido muito eficaz nos pronunciamentos. Ademais, por enquanto, a duração dos pronunciamentos não foi reduzida a um tempo determinado. A questão do início do Conclave continua completamente aberta à consideração dos cardeais. Até então não foi tomada nenhuma decisão, precisou.
Pe. Lombardi acrescentou que a congregação dos cardeais quer entender de quanto tempo pode precisar para fazer a sua adequada preparação em vista da decisão tão importante do Conclave. Portanto, "sem apressar as coisas", comentou.
O sacerdote jesuíta informou que amanhã, quarta-feira, às 17h locais, na Basílica de São Pedro, os cardeais se reunirão no Altar da Cátedra para a Adoração e as Vésperas. Trata-se de um momento de oração que será conduzido pelo cardeal decano Angelo Sodano.
Os cardeais convidam toda a Igreja a rezar e a viver na oração este tempo de preparação para uma decisão tão importante como a eleição do Papa.
Na tarde desta terça-feira tiveram início os trabalhos de preparação da Capela Sistina: portanto, a partir de hoje a capela não mais pode ser visitada pelos turistas, dados os trabalhos em vista do Conclave.
Por fim, Pe. Lombardi fez uma atualização dos dados concernentes à presença da imprensa para a eleição do novo Pontífice. Até a tarde desta segunda-feira os temporariamente acreditados eram 4.432; os permanentes, entre imprensa, foto e vídeo, eram 600. Portanto, superada a cifra total dos 5 mil acreditados. Eles representam 65 nações e 24 línguas.
Ademais, foram mostradas as imagens do Centro Televisivo Vaticano (CTV) com as três urnas que serão utilizadas pelos cardeais na votação durante o Conclave.
Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

JMJ vai ter exposição de obras-primas do Vaticano


"Nas Pegadas do Senhor” - esse é o nome da exposição de obras-primas do Vaticano e dos Museus Italianos, pela primeira vez no Brasil, que fará parte das atividades culturais promovidas pela Jornada Mundial da Juventude Rio2013. A mostra de arte religiosa é, segundo especialistas, a mais importante já realizada na América Latina.
De 11 de Junho a 15 de setembro a mostra oficial do Vaticano erá sediada pelo Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. O lema da JMJ Rio2013 “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” foi levado em consideração na montagem do itinerário, que foi divido em quatro seções.
A primeira delas é “Cristo: via de Salvação”, onde serão apresentadas obras com os temas Face de Cristo, Paixão de Cristo, Ressurreição e Incredulidade de Tomé. Alguns temas evangélicos também estarão presentes, como Cristo e a Adúltera e a Parábola do Filho pródigo. Beato Angélico, Melozzo da Forlì, Leonardo da Vinci, Bernini e Correggio são alguns nomes que poderão ser vistos na seção.

Na segunda parte da mostra, “Vocação e Missão dos Apóstolos”, serão expostas obras diretamente ligadas à temática expressa, como o Díptico com Pedro e Paulo, do século III-IV d.C. Assim será também com a terceira seção, onde o visitante verá materiais com temas relacionados à Maria. “Maria, via que conduz a Cristo” terá feitos artísticos do Oriente e Ocidente, de Michelangelo, Pinturicchio, Perugino, Sassoferrato e ícones bizantinos.
Já a última seção, “Os Santos: modelos a imitar”, irá expor pinturas que representam santos conhecidos e uma série de relicários. Entre os artistas encontrados aqui estão Annibale Carracci, Guido Reni e Caravaggio.

Os organizadores do evento acreditam que todos aqueles que visitarem a mostra irão participar de uma “quarta catequese”, feita por pintores e escultores que vivenciaram a história da arte religiosa.
Com o objetivo de acertar detalhes da vinda das peças italianas, uma comitiva composta pelo presidente do Ibram, Jose do Nascimento Junior, o gerente de Atos Culturais da JMJ Rio2013, Gustavo Ribeiro e a diretora do MNBA, Monica Xexeo se reuniram, nesta quarta-feira, 16 de janeiro, com o professor Antonio Paolucci, diretor dos Museus do Vaticano para confirmar e selar a realização da exposição no Brasil. Participaram da reunião o professor Giovanni Morello, curador da mostra, Marcello Bedeschi, presidente da Fundação João Paulo II e Andrea Carignani, responsável pelas mostras dos Museus do Vaticano.
Todos os jovens são convidados a ir à mostra, que em todo o período da Jornada terá horários especiais de visitação.

Fonte: rio2013.com

domingo, 13 de janeiro de 2013

Papa celebra festa litúrgica do Batismo do Senhor

papa.batismoA Capela Sistina acolheu na manhã deste domingo, 13 de janeiro, a Celebração Eucarística presidida pelo Papa Bento XVI por ocasião da Festa do Batismo do Senhor. Sob o monumental afresco de Michelangelo, nesta tradicional cerimônia, Bento XVI ministra o Sacramento do Batismo a filhos de funcionários do Vaticano. Nesta ocasião, foram 20 recém-nascidos.
Trata-se de uma das celebrações mais singulares, onde a solenidade se mistura a choros de bebês e à vivacidade de seus irmãos, que circulam com naturalidade pela Capela Sistina, à revelia dos mais de 500 anos da obra-prima renascentista.
Comentando a liturgia do dia, Bento XVI dedicou sua homilia ao significado do Batismo, à alegria que este sacramento representa ao enriquecer a Igreja com novos filhos – manifestando a presença viva do Espírito Santo.
A festa de hoje remete ao Batismo de Jesus pelas mãos de João. Mas Jesus tem necessidade de penitência e de conversão?, questionou o Pontífice. Justamente Aquele que é sem pecado, se coloca entre os pecadores. Deste modo, Jesus se mostra solidário conosco, com a nossa dificuldade de nos converter, de deixar nossos egoísmos, de abandonar nossos pecados.
É exatamente isso o que acontece com o Batismo: a união profunda e eterna com Jesus. Mergulhando no mistério da sua morte, que é fonte de vida, participamos da sua ressurreição, para renascer a uma vida nova.
Este é o prodígio que também hoje se repete a essas crianças, disse o Papa. “Recebendo o Batismo, elas renascem como filhos de Deus, chamando-O com plena confiança: ‘Abbá’, Pai. Elas se tornam membros vivos do único corpo que é a Igreja, e são capazes de viver a plenitude de sua vocação à santidade.”
A seguir, Bento XVI se dirigiu aos pais, afirmando que, pedindo o Batismo a seus filhos, eles manifestam a alegria de serem cristãos e de pertencerem à Igreja. É a alegria de nos reconhecermos filhos de Deus, de nos sentirmos acolhidos num abraço de amor, do mesmo modo que uma mãe carrega e abraça seu filho.
Esta alegria, explicou ainda o Papa, orienta o caminho de cada cristão e toda a existência humana, e está baseada numa relação pessoal com Jesus. “É Ele, de fato, o sentido da nossa vida.” Quem experimenta esta amizade com Ele, não está disposto a renunciar à própria fé por nada neste mundo, porque sabe que não existe nada maior do que conhecer Cristo e comunicá-Lo aos outros.
Às madrinhas e padrinhos, Bento XVI recordou a importante tarefa de apoiar e ajudar as obras educativas dos pais. "Saibam sempre oferecer às crianças o bom exemplo, através do exercício das virtudes cristãs."
Mas não é fácil manifestar abertamente aquilo em que se acredita, especialmente no contexto em que vivemos – analisou o Pontífice -, diante de uma sociedade que considera frequentemente fora de moda e fora da realidade aqueles que vivem da fé em Jesus.
Jesus não limita nossa liberdade pessoal; pelo contrário, Ele exerce sobre nós uma ação libertadora do amor de Deus, que nos faz sair do nosso egoísmo, para nos conduzir a uma vida plena, em comunhão com Deus e aberta aos outros.
Bento XVI concluiu sua homilia confiando os recém-nascidos à proteção da Virgem Maria, e fazendo votos de que as sementes das virtudes teologais infundidas no coração das crianças possam atingir a plena maturidade, para fazer de cada uma delas uma verdadeira testemunha do Senhor.
Com a ajuda de dois concelebrantes, Bento XVI deu sequência ao rito do Batismo.

Fonte: Radio Vaticana

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal do Papa, a Roma e a todo o mundo



“Feliz Natal para todos! O nascimento do Menino Jesus ilumine de alegria e paz vossos lares e Nações!” Estes os votos de boas festas de Natal expressos pelo Papa, em português, no final da mensagem proclamada pelo Papa “Urbi et Orbi”, à Cidade de Roma e a todo o Mundo, ao meio-dia deste 25 de dezembro. As boas festas de Natal 2012, exprimiu-as Bento XVI em nada menos de 65 línguas, no desejo de transmitir efetivamente a todos os povos a mensagem de amor e de paz que provém do nascimento de Jesus Salvador.a
“A verdade germinou da terra!”: foi esta expressão do Salmo 85 escolhida desta vez pelo Papa para a sua Mensagem natalícia, neste Ano da fé. Citando um comentário de Santo Agostinho àquelas palavras do Salmo, observou Bento XVI: “Que grande poder tem a fé! Deus fez tudo, fez o impossível: fez-Se carne. A sua amorosa omnipotência realizou algo que ultrapassa a compreensão humana: o Infinito tornou-se menino, entrou na humanidade.”
“Há, no mundo, uma terra que Deus preparou para vir habitar no meio de nós; uma morada, para a sua presença no mundo. Esta terra existe; e também hoje, no ano de 2012, desta terra germinou a verdade! Por isso, há esperança no mundo, uma esperança fidedigna, mesmo nos momentos e situações mais difíceis. A verdade germinou, trazendo amor, justiça e paz.”

A partir desta certeza da fé e da esperança, o Papa fez votos de paz em relação a diversas situações concretas, das mais dolorosas que se vivem neste momento, no mundo. A começar pela Síria… “Sim, que a paz germine para o povo da Síria, profundamente ferido e dividido por um conflito que não poupa sequer os inermes, ceifando vítimas inocentes. Uma vez mais faço apelo para que cesse o derramamento de sangue, se facilite o socorro aos prófugos e deslocados e se procure, através do diálogo, uma solução para o conflito.”

Da Síria à Terra Santa… Que também ali germine a paz… “A paz germine na Terra onde nasceu o Redentor; que Ele dê aos Israelitas e Palestinianos a coragem de por termo a tantos, demasiados, anos de lutas e divisões e empreender, com decisão, o caminho das negociações.”

De Israel e Palestina, o Papa dirigiu o seu olhar aos países do norte de África, que – recordou – “atravessam uma profunda transição, em busca de um novo futuro”: “nomeadamente o Egipto, terra amada e abençoada pela infância de Jesus –, que os cidadãos construam, juntos, sociedades baseadas na justiça, no respeito da liberdade e da dignidade de cada pessoa”.

E do Médio Oriente e norte de África, ao continente asiático. Bento XVI fez votos de que também ali germine a paz. Que “Jesus Menino olhe com benevolência para os numerosos povos que habitam naquelas terras e, de modo especial, para quantos crêem n’Ele” – foram os votos do Papa, que prosseguiu com uma referência muito especial à China:
“Que o Rei da Paz pouse o seu olhar também sobre os novos dirigentes da República Popular da China pela alta tarefa que os aguarda. Espero que, no desempenho da mesma, se valorize o contributo das religiões, no respeito de cada uma delas, de modo que as mesmas possam contribuir para a construção duma sociedade solidária, para beneficio daquele nobre povo e do mundo inteiro.”

Quanto ao continente africano no seu conjunto, a mensagem natalícia do Papa referiu alguns dos países mais carecidos de paz: o Mali, a Nigéria, a RDC e o Quénia…“Que o Natal de Cristo favoreça o retorno da paz ao Mali e da concórdia à Nigéria, onde horrendos atentados terroristas continuam a ceifar vítimas, nomeadamente entre os cristãos.
O Redentor proporcione auxílio e conforto aos prófugos do leste da República Democrática do Congo e conceda paz ao Quénia, onde sangrentos atentados se abateram sobre a população civil e os lugares de culto.”

Quanto à América Latina, Bento XVI recordou os muitos cristãos desta zona do mundo, fazendo votos que o Jesus Menino “faça crescer as suas virtudes humanas e cristãs, sustente quanto se vêem obrigados a emigrar para longe da própria família e da sua terra, e revigore os governantes no seu empenho pelo desenvolvimento e na luta contra a criminalidade”.

E o Papa concluiu a sua Mensagem “Urbi et Orbi”, à Cidade de Roma e ao Mundo, alargando o seu olhar a todo o planeta e fazendo votos de que o nascimento de Jesus – “Deus que apareceu na história” – constitua “um rebento de vida nova para toda a humanidade. Possa cada terra tornar-se uma terra boa, que acolhe e faz germinar o amor, a verdade, a justiça e a paz. Bom Natal para todos!”

Certa alusão à crise que afeta o “mundo ocidental”, sobretudo a Europa, está contida na saudação mais extensa dirigida pelo Papa “aos habitantes de Roma e de toda a Itália”. Recordando que “com o nascimento de Jesus apareceu de novo no mundo o amor de Deus pelos homens”, Bento XVI fez votos de que este amor, contemplado no Natal, “favoreça o espírito de colaboração para o bem comum, leve a refletir sobre a hierarquia de valores com a qual aplicar as opções mais importantes, reaviva a vontade ser solidários e dê a todos a esperança que vem de Deus”.

Fonte: Rádio Vaticana

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Em primeiro dia de tweet, Papa dá dicas de como orar melhor e viver o Ano da Fé




Após a bênção ao final da Catequese desta quarta-feira, 12, na Sala Paulo VI, no Vaticano, cinco jovens, representando os cinco continentes, se aproximaram do Pontífice com um tablet, com o qual enviou seu primeiro tweet, após anúncio da abertura da sua conta @pontifex, no último dia 4.

“Queridos amigos, é com alegria que entro em contato convosco via Twitter. Obrigado pela resposta generosa. De coração vos abençoo a todos”. Este foi o seu primeiro tweet, seguido de questionamentos e dicas de como viver o Ano da Fé e orar melhor, mesmo com as ocupações do dia a dia de cada um, com trabalho, família etc
Inicialmente, os tweets serão publicados nas audiências gerais de quarta-feira, com possibilidade de crescimento na frequência. Os primeiros tweets responderão às perguntas endereçadas ao Papa sobre questões relativas à vida de fé.
Veja outros tweets de Bento XVI, na conta em português – @pontifex_pt  – até a tarde desta quarta:
Como podemos viver melhor o Ano da Fé no nosso dia a dia?
Dialoga com Jesus na oração, escuta Jesus que te fala no Evangelho, encontra Jesus que está presente nas pessoas que passam necessidade.
Como viver a fé em Jesus Cristo em um mundo sem esperança?
Com a certeza de que a pessoa crente nunca está sozinha. Deus é a rocha segura sobre a qual construir a vida, e o seu amor é sempre fiel.
Algumas sugestões para conseguir orar mais quando estamos tão ocupados com as solicitações de trabalho, da família e da sociedade?
Oferece tudo o que fazes ao Senhor, pede a sua ajuda em todas as circunstâncias da vida, e lembra-te de que Ele está sempre ao teu lado.
Com informações da Rádio Vaticano