segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Fevereiro/2013: “Eis-me aqui, envia-me!”


Dom Eduardo Pinheiro
Brasília, 01 de fevereiro de 2013.
CJ – Nº 0026/13
Caros irmãos Párocos e Administradores Paroquiais,
Vigários Paroquiais e demais Presbíteros
 “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8)
Emocionados e abalados pelo trágico acontecimento em Santa Maria, nos perguntamos, também, se, realmente, nossas estruturas e instituições, eclesiais ou sociais, têm garantido condições suficientes de vida digna e propostas pedagógico-pastorais a favor da vida dos nossos jovens. A celebração da CF 2013, que estamos para iniciar, quer ser uma rica oportunidade para discutirmos este assunto e encontrarmos novos caminhos. Justamente no Jubileu de Ouro da existência da CF em nossa Igreja e após 20 anos da primeira CF sobre juventude (1992) voltamos a proclamar a todos esta prioridade em nossa dinâmica de evangelização.
Em sua missão de educadora e canal da Graça divina, a Igreja quer dar novo significado a sua presença no meio das novas gerações, considerando sua realidade e favorecendo reflexões, projetos e mecanismos que contribuam com sua vida e participação na construção do Reino.  Portanto, não vamos reduzir a CF a encontros e palestras “para” jovens, nem a cartazes fixados nas paredes, hino cantado nas missas, coleta feita no último domingo da Quaresma! Isto tudo é muito importante, mas não basta! Provoquemos ocasiões qualificadas de estudo deste bonito e desafiador tema! Façamos o exercício de escutar os jovens e a sua realidade, apresentada por eles mesmos! Debrucemo-nos em nossos projetos pastorais, organizações e estruturas eclesiais em vista de mudanças a partir dos jovens!
A CF 2013 tem um objetivo claro: acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz” (CF 2013, n. 4). Na evangelização da juventude, precisamos sempre adequar os espaços juvenis; qualificar nossa proposta formativo-evangelizadora (catequese, encontros, retiros, palestras, celebrações, subsídios, reuniões), cuidar da escolha e capacitação dosresponsáveis diretos pela evangelização da juventude. Aproveitemos deste clima favorável da CF 2013!
A jovialidade da nossa Igreja passa pelo reconhecimento do valor e do significado que têm as novas gerações para os tempos atuais. A perene novidade, que vem de Deus e é condição imprescindível para o desenvolvimento da História da Salvação, encontra nos jovens a sua expressão, o seu olhar, o seu ardor, a sua voz… o seu coração. Deus tem sempre “novidades” para nós e quis contar com os jovens para que pudéssemos conhecer e experimentar aquilo tudo que preenche a existência e alegra o espírito!
Rezemos mais pela juventude que Deus nos confia para amar e servir! E rezemos “com” ela! Nosso testemunho contribuirá com sua convicção de que sem uma forte espiritualidade não se pode experimentar toda a beleza da vida nem entender todo o seu valor. Continuemos rezando por aqueles jovens, familiares e amigos que vivenciaram o drama de Santa Maria e por tantos outros espalhados pelo país vitimados por inúmeras formas de violência. Unamos nossas preces a favor do Filipe, um jovem engajado na diocese de Ponta Grossa e responsável pela arrecadação de recursos  para participação de sua comunidade na JMJ. Nesse final de semana pude visitá-lo na Santa Casa, onde está internado vítima de assalto e vem testemunhando fé e paciência no aguardo de sua saúde completa. Prometi a ele que pediria aos senhores e aos seus jovens uma corrente de oração pelo sucesso do tratamento e procedimentos.
A maternidade de Maria nos eduque na sensibilidade diante do sofrimento de nossos jovens e nos conceda administrar nossos esforços e organizações a favor de sua vida. Que o seu colo refaça nossas energias e nos anime na continuidade de nosso pastoreio no meio dos jovens.
 

Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Atividades de cinema têm início com a pré-estreia de “Os Miseráveis”


A mostra de filmes do Festival da Juventude começou em grande estilo. Na noite desta quinta-feira, 31 de janeiro, foi exibido, em sessão exclusiva para a JMJ no cinema Kinoplex Fashion Mall, o musical “Os Miseráveis”, uma adaptação da obra homônima de Victor Hugo. Esta grande produção internacional, que estreia hoje nos cinemas de todo o Brasil, foi escolhida pelo Setor de Atos Culturais para ser a primeira atividade de cinema do Festival da Juventude por ter valores cristãos intrínsecos, como o perdão e a caridade.


Estiveram presentes no evento o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio e vice-presidente do COL, Dom Antonio Augusto Dias Duarte e o diretor do Setor de Atos Culturais, cônego Marcos William Bernardo, além dos voluntários, que compareceram em peso à pré-estreia.
Segundo Dom Antonio, os presentes tiveram a oportunidade de ter uma amostra do que vai acontecer durante a Jornada. “Em primeiro lugar, foi um momento de convivência e entretenimento entre as pessoas que já vivem no Comitê Organizador essa tensão boa de preparação da Jornada. Também é um passo dentro de toda a preparação já que vamos ter também a parte cultural na Jornada”, destacou.
Antes do início do filme, o cônego Marcos William falou sobre a atualidade deste filme, embora a história se passe no contexto da Revolução Francesa. De acordo com ele, assim como naquela época, hoje, no mundo, também há a disparidade de valores e, às vezes, os valores cristãos não são afirmados. “‘Os Miseráveis’ se passa numa França em que há o individualismo. A situação é de pobreza tamanha e, em meio à miséria, preconceito e tudo o que pode degenerar a pessoa humana, surgem os sentimentos de perdão e de amor”, frisou.
Entre os voluntários da JMJ que assistiram ao filme estava a jovem Priscilla Silva, que trabalha no setor de Traduções.“Impressionaram-me os valores que o filme passou e o que a gente pode tirar da França e da obra incrível de Victor Hugo. É um filme que mostra o que realmente temos que resgatar não só como cristãos, mas como seres humanos: o modo como tratamos o outro, o nosso comportamento. Como diz São Francisco de Assis, a gente é o Evangelho vivo. Pode ser o único Evangelho que as pessoas leem”, disse.
Outro espectador que estava presente na sessão era o diácono Rodrigo Vieira, da Comunidade Pequeno Rebanho. Segundo ele, “Os Miseráveis” é uma riqueza porque mostra a contraditória realidade humana, que, embora muitas vezes rejeite o outro, também tem o lado divinizado de acolhimento do próximo. “Vemos que tão próximo da miséria humana está o perdão e o verdadeiro amor, que, em última instância, é o próprio Deus. Então, o filme eleva aquilo que é próprio do humano e, se eleva o próprio do humano, estamos mais divinos”, explicou.

Fonte: rio2013.com