segunda-feira, 3 de junho de 2013

A estrutura de saúde da Jornada Mundial da Juventude


A estrutura de saúde da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 está sendo projetada para atender à estimativa de público do evento. Ao todo, serão 36 postos médicos e 84 ambulâncias em Copacabana e em Guaratiba. Os peregrinos terão atendimento médico a cada 2 km no trajeto até o Campus Fidei. As empresas responsáveis pelo atendimento já foram contratadas.
Segundo informações do Comitê Organizar Local (COL), da JMJ, foram contratadas empresas idôneas, com autorização da vigilância sanitária e todas as documentações necessárias. Elas estão de acordo com as determinações do Ministério Público. Os contratos já foram fechados. Além disso, toda a estrutura foi idealizada antes da consulta de qualquer órgão público.
Em Copacabana, serão seis postos médicos, com 24 ambulâncias no total para os peregrinos. Além disso, o media center, onde estarão alocados os jornalistas, contará com um posto e duas ambulâncias.
Para contemplar os peregrinos que vão à vigília e à missa em Guaratiba, foi pensada uma estrutura que inclui o trajeto de 13 km. Haverá um posto médico com duas ambulâncias a cada 2 km. Somando o Campus Fidei e a rota de peregrinação, estão previstos 29 postos médicos, com 58 ambulâncias no total. 
Estrutura
O projeto para Guaratiba prevê uma variação de público de 900 mil pessoas no sábado, 27 de julho, e 1,5 milhão no domingo, 28 de julho. A expectativa de atendimento é de até mil pessoas por hora. Ao todo, serão 250 médicos, 369 enfermeiros e 200 técnicos e auxiliares de enfermagem e socorristas que já fazem parte da equipe e recebem treinamento específico.
No percurso até Guaratiba, haverá 11 postos médicos em contêineres, além de três postos médicos sendo um em cada uma das vias de acesso. Haverá também 28 ambulâncias. Dentro do Campus Fidei, haverá 14 postos e 28 ambulâncias para peregrinos. Os jornalistas do media center terão um posto médico e duas ambulâncias.
Os leitos de atendimento médico em Guaratiba também incluem Ressuscitação Cárdio Pulmonar (RCP), além de todos os equipamentos, medicamentos, insumos, mobiliários e recursos humanos necessários à operação de atendimento. Há medicamentos para uso oral, parenteral, nebulização e uso tópico.

Fonte: rio2013.com

domingo, 2 de junho de 2013

Dom Eduardo propõe realização de Planos Paroquiais de Evangelização da Juventude

Brasília, 01 de junho de 2013.

Caros irmãos Párocos e Administradores Paroquiais,
Vigários Paroquiais e demais Presbíteros.
“Darei aos sacerdotes o poder de tocar os corações mais endurecidos” (11ª. Promessa do Sagrado Coração de Jesus). 
Entramos no mês que antecede a tão esperada JMJ Rio 2013. Os corações estão acelerados e os trabalhos de preparação cuidadosamente encaminhados para garantir que este acontecimento, que já tem proporcionado muitos frutos pelo Brasil afora, principalmente devido à Peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora, marque ainda mais a vida de nossos jovens e provoque significativas transformações na proposta pedagógico-pastoral da Igreja junto a eles.
Enquanto muitos jovens de sua paróquia estão se organizando, convido-os a pensar seriamente no processo de evangelização da juventude local impulsionada por este momento. Precisamos acolher com sabedoria e gratidão este presente que Deus está nos concedendo. Há um dinamismo próprio deste acontecimento que tem atraído muitos jovens e oferecido a nós uma singular oportunidade para organizar melhor nossa presença no meio deles. O reconhecimento das frentes já existentes, o fortalecimento das estruturas e projetos que já estão dando certo, a criação de outras iniciativas e a organização de tudo isto num plano de evangelização paroquial poderão garantir um novo tempo em nossos ambientes eclesiais.
Se ainda não o fizeram, convido-os, antes da JMJ ou imediatamente após a sua realização, a:
  • fazerem um levantamento das expressões juvenis que já existem em seu território e contribuem com a evangelização: pastorais da juventude, movimentos eclesiais, novas comunidades, iniciativas juvenis ligadas às Congregações Religiosas, catequese de crisma, grupos de jovens, grupos de adolescentes, pastorais e serviços que, de uma forma ou outra, têm como foco o mundo juvenil (Pastoral Familiar, Pastoral da Educação, Juventude Missionária, Pastoral Vocacional, etc.);
  • promoverem um encontro com as lideranças destas expressões e refletirem juntos a realidade juvenil paroquial: conquistas, lacunas, limitações, desafios;
  • renovarem a opção pelo ministério da assessoria da juventude em sua paróquia, descobrindo novos assessores e capacitando a todos;
  • acompanharem mais de perto a proposta evangelizadora de cada expressão juvenil auxiliando-a na acolhida das orientações da Igreja em suas prioridades e serviços;
  • descobrirem os novos areópagos juvenis; novas praças de vivência e de encontro das juventudes, além de nossos ambientes eclesiais, para as quais a sua paróquia é convidada a se voltar, participar, atender, animar, evangelizar, transformar.
Se em sua paróquia já existe o hábito de se realizar anualmente este momento organizativo, parabéns! Se não, porque não assumir isto como um dos belos frutos da Jornada? Acredito que uma das melhores maneiras de aproveitarmos de toda esta graça divina favorecida pela JMJ Rio 2013 seria a organização, até o final do ano, de um Plano Paroquial de Evangelização da Juventude. Com ele estaremos não somente agradecendo concretamente a Deus por este acontecimento, mas efetivando nossa opção pelos jovens com análise da realidade, renovação dos princípios teológico-pastorais, determinação de metas, provocação missionária, investimento material e humano.
Para estar com os jovens é preciso apaixonar-se por eles. Antes de tudo é necessário“resgatar no coração de todos a paixão pela juventude” (CNBB, Doc 85, n. 205). Em minhas orações de junho, confio-os ao Sagrado Coração de Jesus. Que ao sentirem pulsar em seu interior o amor incondicional do Senhor, cresça em sua pastoral o ardor juvenil e transborde na vida de sua comunidade esta Força da qual nascemos, pela qual nos movemos, para a qual caminhamos, da qual somos portadores aos jovens.
Com estima,
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Paris 1997: 16 anos depois, o que dizer?

De 19 a 24 de agosto de 1997 foi realizada, em Paris, a 12ª Jornada Mundial da Juventude. Pela primeira vez, a JMJ foi precedida por uma semana em que diversas dioceses da França puderam viver um tempo de partilha entre delegações estrangeiras e jovens franceses. Essas semanas nas dioceses continuaram nas edições seguintes da jornada e, em 2013, transformaram-se em Semana Missionária. Também pela primeira vez, à época do encontro em Paris, diferentes atrações culturais, musicais, festivas, espirituais fizeram parte da programação do que atualmente entendemos como o Festival da Juventude. Que visão podemos ter hoje deste evento que é a Jornada Mundial da Juventude?
Sem dúvidas, é preciso pensar o impacto que a JMJ de 97 teve na imprensa francesa. No auge de um verão que se intensificou no dia seguinte à missa celebrada pelo papa João Paulo II em Longchamp pela morte da princesa Diana naquela mesma cidade, os veículos de comunicação retransmitiram, forte e frequentemente, as diferentes ativitades e celebrações: dos 300 mil jovens presentes na missa de abertura, realizada no Champ de Mars, aos milhões reunidos no estádio de Longchamp no domingo, a mídia pôde capturar uma imagem de paz e alegria de uma juventude que tem fé em qualquer momento. Ainda que, à época, as pessoas já falassem de periferias agitadas e da dificuldade, para os jovens, de se integrarem na sociedade, era visível que não se poderia mais falar de forma generalizada da juventude, mas que era preciso notar e apresentar a diversidade existente entre os jovens. Era a imagem de uma geração que foi modificada pelas Jornadas Mundiais da Juventude.
As catequeses foram um forte elemento dessa 12ª edição da JMJ. Preparadas por jovens profissionais no que diz respeito às catequeses em francês, elas haviam sido idealizadas como um tempo de ensinamento e, também, de diálogo entre os bispos e os participantes. Sem dúvidas, a iniciativa permitiu um contato mais direto entre os bispos e os jovens, e, igualmente, a possibilidade de dar a essa geração a oportunidade de ousar na descoberta da sua fé. Não se tratava simplesmente de ter uma aula, uma palestra, mas de participar de maneira ativa através da reflexão pessoal. Depois, inúmeras iniciativas dessa ordem encontraram seu espaço nos diversos encontros que se seguiram.
A JMJ é feita pelos jovens e também com eles. Fossem os voluntários presentes meses antes do início do evento ou os 8 mil engajados durante a semana em Paris, os jovens mostraram que eles eram capazes de investir em uma causa. O primeiro engajamento foi de convidar os demais jovens do cotidiano deles. Como em muitas edições desse encontro visto como uma peregrinação, diversos círculos de jovens estavam presentes: aqueles confiantes de que não perderiam por nada no mundo esse convite do papa; aqueles que vieram para o ambiente festivo que lhes foi prometido; e aqueles que ficaram curiosos e foram envolvidos pelos próprios jovens na tentativa de descobrir o que lhes fazia viver. O evento é por si só missionário. Essa dinâmica motivou nos jovens a percepção de que eles não são apenas consumidores, mas atores do seio da sociedade. Os jovens que hoje se manifestam de maneira pacífica contra as leis sociais votadas pelo governo atual são, de certa maneira, pequenos irmãos dos que se engajam na JMJ, mostrando que a fé os faz viver e que eles tinham vontade de compartilhá-la.
Enfim, a Jornada Mundial da Juventude não poderia ter sido realizada no nosso país se não fosse preparada localmente nas dioceses pelos diferentes atores das pastorais da juventude. Em algumas dioceses já havia uma coordenação de pastoral, mas a preparação da JMJ dinamizou essa coordenação, permitindo aos diferentes movimentos e serviços da Igreja trabalhar juntamente com as paróquias e dioceses e em comunhão uns com os outros. Iniciativas como essas continuam e não cessam de crescer ainda hoje.
Para muitos, a JMJ de Paris foi um momento determinante em suas vidas de jovens e cristãos. A personalidade do papa que os convidou a ir e ver onde habitava o Mestre não foi por nada, mas o que foi semeado nessa ocasião ainda hoje rende frutos.
Fonte: rio2013.com